Introdução
Ao ter início o martírio de Paulo em Jerusalém, o que nos parece tão somente um relato histórico do fim de uma jornada, tem lições valiosíssimas para a Igreja. At 21.27—22.21 relata a prisão de Paulo e seu primeiro discurso, de outros que virão nos próximos anos. E o Espírito Santo tem muito a falar à Igreja por meio destas circunstâncias.
Algo deu errado
A estratégia sugerida por Tiago não deu certo. No último dia da purificação, Paulo e os quatro amigos foram ao local apropriado para finalizarem seus votos, quando os judeus da Ásia vieram e acusaram o apóstolo de ter introduzido um gentio no templo.
Uma grande turba se forma. Paulo é espancado, e não fosse a intervenção do comandante Lísias, talvez seria assassinado. De início, este comandante trata Paulo como alguém que tenha promovido algum crime. Algema-o e o conduz para prisão, com muita dificuldade. Entretanto, antes de chegar à cela, Paulo tem permissão para falar ao povo. Neste discurso, ele se defende testemunhando de sua conversão. Diz que fora um zeloso da lei, discípulo de Gamaliel e que dera voto favorável no apedrejamento de Estêvão. Paulo diz que ainda estavam vivos e ali mesmo em Jerusalém, autoridades que tinham dado a ele autorização para ir a Damasco prender para execução qualquer cristão que encontrasse. Paulo conta como foi sua conversão e que a partir deste momento o Senhor o estava levando para pregar aos gentios. A multidão ouve até este ponto, quando então irrompe novamente em clamores por sua morte sumária.
Deste ponto em diante, Paulo irá permanecer preso até o fim do livro de Atos. São passados pelo menos dois anos nesta condição, até iniciar a viagem para Roma. Ele irá fazer 5 discursos na condição de réu, sempre testemunhando de Cristo para diferentes autoridades romanas.
Nesta perícope de At 21.27—22.21, podemos destacar algumas lições ou princípios para nós hoje em dia.
Enfrentando as calúnias e difamações
Paulo enfrentou, assim como Cristo, calúnias que poderiam ser desmascaradas com o mínimo esforço.
Acusado de infiltrar um gentio no templo seria impossível. Primeiro porque qualquer um que frequentasse Jerusalém era alertado por placas, que poderíamos até chamar de outdoors, informando que qualquer gentio que entrasse no templo seria morto. As autoridades romanas não apenas sabiam disso como autorizavam. Some-se a isto que o templo era cuidadosamente vigiado e se Trófimo tivesse realmente sido levado por Paulo, seriam pegos os dois.
Paulo é abandonado
Onde estavam os milhares de irmãos da Igreja em Jerusalém? Onde estava Tiago e os presbíteros? Todos abandonaram Paulo, inclusive os 4 beneficiados pela doação do apóstolo. Como Cristo, ele foi abandonado por todos.
Em graus muito menores, todos nós estamos sujeitos a calúnias, difamações, sofrimentos e abandonos por amor a Jesus. Nosso mestre nos alerta quanto a isto: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” – Jo 16.33.
Paulo era um homem preparado
Nesta perícope temos informações preciosas de Paulo. Ele era natural de Tarso, uma cidade universitária, berço de filósofos estoicos. Ele falava grego e aramaico fluentemente. Ele era aluno de um dos mais capacitados e respeitados líderes de sua época, Gamaliel.
Isto nos mostra que estudar e nos preparar enquanto temos oportunidade pode ser extremamente útil para o testemunho cristão. Nossos jovens devem ser melhor preparados nas ciências para, junto com a excelente base teológica, “dar a razão de sua fé” quando for necessário.
A Igreja precisa si investir na vida de líderes, especialmente os pastores, para dar ao rebanho excelente base bíblica para preparar homens e mulheres para enfrentarem os inimigos da fé, as ideologias, seitas, heresias e todo poder das trevas contra a Igreja.
Testemunhar de Cristo, sempre
Finalmente, vemos Paulo sendo massacrado, espancado, aprisionado. Em nenhum momento ele pensa em si, em seu conforto ou como se livrar dos sofrimentos. Ele não ora pedindo livramento. Ele não reclama de Deus. Ele não rezinga contra aqueles que o abandonaram.
Paulo prega, testemunha e fala do poder de Deus. Ele glorifica Jesus e continua proclamando a mensagem que lhe fora incumbida pelo Mestre. Que Jesus salva, judeus e gentios.
Conclusão
Que o Senhor Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo, capacite-nos a nos conduzir como seu mais exemplar discípulo. Que Deus Pai, todo poderoso nos faça agir, ao menos em uma pequena porção, do mesmo modo que Paulo.
Oremos para que nossos desejos e propósito sejam, absolutamente, somente o refletir a glória de Deus aos homens. Que Deus nos transforme em verdadeiros evangelistas discipuladores para o louvor da glória de Cristo.
Imagem: Paulo em Atenas. Rafael
- https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/56/V%26A_-_Raphael%2C_St_Paul_Preaching_in_Athens_%281515%29.jpg
Ao ter início o martírio de Paulo em Jerusalém, o que nos parece tão somente um relato histórico do fim de uma jornada, tem lições valiosíssimas para a Igreja. At 21.27—22.21 relata a prisão de Paulo e seu primeiro discurso, de outros que virão nos próximos anos. E o Espírito Santo tem muito a falar à Igreja por meio destas circunstâncias.
Algo deu errado
A estratégia sugerida por Tiago não deu certo. No último dia da purificação, Paulo e os quatro amigos foram ao local apropriado para finalizarem seus votos, quando os judeus da Ásia vieram e acusaram o apóstolo de ter introduzido um gentio no templo.
Uma grande turba se forma. Paulo é espancado, e não fosse a intervenção do comandante Lísias, talvez seria assassinado. De início, este comandante trata Paulo como alguém que tenha promovido algum crime. Algema-o e o conduz para prisão, com muita dificuldade. Entretanto, antes de chegar à cela, Paulo tem permissão para falar ao povo. Neste discurso, ele se defende testemunhando de sua conversão. Diz que fora um zeloso da lei, discípulo de Gamaliel e que dera voto favorável no apedrejamento de Estêvão. Paulo diz que ainda estavam vivos e ali mesmo em Jerusalém, autoridades que tinham dado a ele autorização para ir a Damasco prender para execução qualquer cristão que encontrasse. Paulo conta como foi sua conversão e que a partir deste momento o Senhor o estava levando para pregar aos gentios. A multidão ouve até este ponto, quando então irrompe novamente em clamores por sua morte sumária.
Deste ponto em diante, Paulo irá permanecer preso até o fim do livro de Atos. São passados pelo menos dois anos nesta condição, até iniciar a viagem para Roma. Ele irá fazer 5 discursos na condição de réu, sempre testemunhando de Cristo para diferentes autoridades romanas.
Nesta perícope de At 21.27—22.21, podemos destacar algumas lições ou princípios para nós hoje em dia.
Enfrentando as calúnias e difamações
Paulo enfrentou, assim como Cristo, calúnias que poderiam ser desmascaradas com o mínimo esforço.
Acusado de infiltrar um gentio no templo seria impossível. Primeiro porque qualquer um que frequentasse Jerusalém era alertado por placas, que poderíamos até chamar de outdoors, informando que qualquer gentio que entrasse no templo seria morto. As autoridades romanas não apenas sabiam disso como autorizavam. Some-se a isto que o templo era cuidadosamente vigiado e se Trófimo tivesse realmente sido levado por Paulo, seriam pegos os dois.
Paulo é abandonado
Onde estavam os milhares de irmãos da Igreja em Jerusalém? Onde estava Tiago e os presbíteros? Todos abandonaram Paulo, inclusive os 4 beneficiados pela doação do apóstolo. Como Cristo, ele foi abandonado por todos.
Em graus muito menores, todos nós estamos sujeitos a calúnias, difamações, sofrimentos e abandonos por amor a Jesus. Nosso mestre nos alerta quanto a isto: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” – Jo 16.33.
Paulo era um homem preparado
Nesta perícope temos informações preciosas de Paulo. Ele era natural de Tarso, uma cidade universitária, berço de filósofos estoicos. Ele falava grego e aramaico fluentemente. Ele era aluno de um dos mais capacitados e respeitados líderes de sua época, Gamaliel.
Isto nos mostra que estudar e nos preparar enquanto temos oportunidade pode ser extremamente útil para o testemunho cristão. Nossos jovens devem ser melhor preparados nas ciências para, junto com a excelente base teológica, “dar a razão de sua fé” quando for necessário.
A Igreja precisa si investir na vida de líderes, especialmente os pastores, para dar ao rebanho excelente base bíblica para preparar homens e mulheres para enfrentarem os inimigos da fé, as ideologias, seitas, heresias e todo poder das trevas contra a Igreja.
Testemunhar de Cristo, sempre
Finalmente, vemos Paulo sendo massacrado, espancado, aprisionado. Em nenhum momento ele pensa em si, em seu conforto ou como se livrar dos sofrimentos. Ele não ora pedindo livramento. Ele não reclama de Deus. Ele não rezinga contra aqueles que o abandonaram.
Paulo prega, testemunha e fala do poder de Deus. Ele glorifica Jesus e continua proclamando a mensagem que lhe fora incumbida pelo Mestre. Que Jesus salva, judeus e gentios.
Conclusão
Que o Senhor Jesus Cristo, no poder do Espírito Santo, capacite-nos a nos conduzir como seu mais exemplar discípulo. Que Deus Pai, todo poderoso nos faça agir, ao menos em uma pequena porção, do mesmo modo que Paulo.
Oremos para que nossos desejos e propósito sejam, absolutamente, somente o refletir a glória de Deus aos homens. Que Deus nos transforme em verdadeiros evangelistas discipuladores para o louvor da glória de Cristo.
Imagem: Paulo em Atenas. Rafael
- https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/56/V%26A_-_Raphael%2C_St_Paul_Preaching_in_Athens_%281515%29.jpg

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