Filipenses 2.1-15*Será que nós podemos fazer algo para contribuir no processo de salvação? Será que o que Cristo fez foi apenas dar o empurrão inicial, cabendo a nós agora a responsabilidade de permanecer salvos?
1- Diferença entre modo e finalidade
O verso 12, desenvolver, praticar a salvação, é ser o que o verso 3 descreve. Não é o mesmo que fazer algo com nossas próprias forças para permanecermos salvos. A Salvação é um presente de Deus que recebemos por misericórdia, não por merecimentos como um salário.
Aqui está a diferença entre modo e finalidade. O modo pelo qual fomos salvos não é a boas obras. O modo pelo qual fomos salvos é a graça. A finalidade sim, são as boas obras. Fomos salvos para praticas as boas obras. Não somos salvos por praticar estas coisas, mas somos salvos para praticar estas obras. Quem não as pratica, está dando provas de que não foi realmente salvo.
É como uma máquina que foi construída para uma determinada tarefa. Uma televisão, por exemplo, foi construída para reproduzir imagem e som. Se ela não reproduz uma ou as duas coisas, não presta.
Resumidamente, o que os versos anteriores (1-11) dizem é que os salvos desenvolvem a salvação ao praticarem:
- Humildade – ter opinião modesta de si mesmo; ser modéstia, humildade, submissão de mente.- Altruísmo – abnegado, inclinação para procurarmos obter o bem para o próximo.
- Generosidade – liberal, magnânimo.
- Obediência – fazer a vontade de Deus ainda que ela seja dolorosa a si mesmo.
Paulo apela para que a obediência seja ainda maior na ausência. Nós somos luz (Mt 5.14) e devemos fazer esta luz brilhar. Os filipenses fariam isto obedecendo aos ensinamentos que ele havia ensinado quando esteve com os eles. Mas exorta-os a serem duplamente mais aplicados em sua ausência.
2- A certeza da capacidade
“Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos” – Esta frase, dentro do contexto do v.15 faz todo sentido. No entanto, devemos fazer a obra de Deus do jeito certo e com a motivação correta.
Obedecer de boa vontade – não basta fazer o que é bom. Não basta frequentar a Igreja, ser bonzinho e contribuir financeiramente. Não vale nada se praticarmos com:
a) Murmurações: Resmungos; falar mal de algo ou de alguém. Difamação (fofoca).
b) Contenda: brigas, partidarismos, divisões
Somente quem pratica o cristianismo com humildade, generosidade, caridade, benevolência, se torna um verdadeiro cristão, filho de Deus.
E Deus mesmo garante que podemos realizar, ao nos dar poder (O Espírito Santo - At 1.8) para tal. Humanamente falando temos a tendência de sermos murmuradores, contenciosos, egoístas e carnais. Mas aqueles que são de fato nascidos de novo recebem o Espírito Santos.
Infelizmente, no meio da Igreja, muitos não nascidos de novo estarão conosco. Mas no dia do Juízo final Cristo trará a luz todas as coisas e ai é que veremos a diferença entre aqueles que de fato são crentes e aqueles que não são.
Paulo sabia disto e nos versos 16 a 18 ele clama para que os filipenses perseverassem na prática da Palavra, pois quem não faz assim, corre o risco de se perder. E se assim fosse, ele, Paulo, teria trabalhado em vão.
Conclusão
Deus nos salvou para pormos em prática as boas obras que Ele escolheu para realizarmos. Em outras palavras, ele nos salvou pela sua infinita graça a fim de que façamos o que é bom. Mas em nós mesmos, não temos esta capacidade. Por causa do pecado, temos a tendência de praticar o que é mal, mas em sua imensa e infinita bondade, ele não apenas nos pede que façamos mas nos capacita a fazer o que Ele quer.
Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias,completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo.Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai. Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Fazei tudo sem murmurações nem contendas, para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo,preservando a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, eu me glorie de que não corri em vão, nem me esforcei inutilmente. Entretanto, mesmo que seja eu oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, alegro-me e, com todos vós, me congratulo. Assim, vós também, pela mesma razão, alegrai-vos e congratulai-vos comigo.Espero, porém, no Senhor Jesus, mandar-vos Timóteo, o mais breve possível, a fim de que eu me sinta animado também, tendo conhecimento da vossa situação.Porque a ninguém tenho de igual sentimento que, sinceramente, cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai. Este, com efeito, é quem espero enviar, tão logo tenha eu visto a minha situação. E estou persuadido no Senhor de que também eu mesmo, brevemente, irei. Julguei, todavia, necessário mandar até vós Epafrodito, por um lado, meu irmão, cooperador e companheiro de lutas; e, por outro, vosso mensageiro e vosso auxiliar nas minhas necessidades; visto que ele tinha saudade de todos vós e estava angustiado porque ouvistes que adoeceu. Com efeito, adoeceu mortalmente; Deus, porém, se compadeceu dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso, tanto mais me apresso em mandá-lo, para que, vendo-o novamente, vos alegreis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor, com toda a alegria, e honrai sempre a homens como esse; visto que, por causa da obra de Cristo, chegou ele às portas da morte e se dispôs a dar a própria vida, para suprir a vossa carência de socorro para comigo. (ARA)

0 Comentários
Não use palavras ofensivas.