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O fim do ministério público de Jesus segundo João

 O evangelho de João pode ser dividido em duas partes. A primeira vai até o capítulo 12, onde é relatado o ministério público de Jesus. A característica desta parte é que o evangelista registra 7 sinais, concentrados em Jerusalém e escrito em forma de diálogo. 

Depois de dizer isso, Jesus foi embora e ocultou-se deles. E, embora tivesse feito tantos sinais na presença deles, não creram nele, para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: “Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: “Cegou os olhos deles e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.” Isaías disse isso porque viu a glória dele e falou a respeito dele.  No entanto, muitos dentre as próprias autoridades creram em Jesus, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga. Porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus (Jo 12.37-43).

A importância deste estilo 

O evangelho de João se não foi intencionalmente dirigido aos gregos, ou à cultura grega, que valorizava a filosofia, certamente se presta a isto. Há muitos elementos que são preciosos ao mundo filosófico.  O primeiro verso já chama a atenção: no princípio era o logos... Também faz lembra a dualidade platônica quando do fala de dois mundos (17.16). Se bem que, vale ressaltar, João não procura validar a filosofia gregas, mas sim corrigi-la.

Onde há fumaça, há fogo.

João tem claramente o objetivo de provar que Jesus é Deus. Para isto ele descreve 7 milagres, mas os chama de sinal.

Um sinal é  um recurso de comunicação; uma mensagem. O semáforo é  um sinal. Se a luz vermelha está acessa para você, ela diz que vem um carro na outra direção.  Pare! 

Uma fumaça subindo ao céu é sinal de que há ou houve fogo naquele lugar. Isto é, uma evidência,  ou, uma prova forense. 

Os sinais realizados por Jesus  são ao mesmo tempo a mensagem de Deus e a prova forense de que ele é o próprio Deus. E quando temos um prova forense, não podemos duvidar. É irracional e ilógico. 

A incredulidade dos judeus.

Após serem expostos a 7 evidências incontestáveis,  os líderes judaicos em Jerusalém não acreditaram em Jesus.

O não acreditar não é aquela negação psicológica quando uma mãe recusa a acreditar que o filho morreu num acidente. Também não é a negação de que a doença grave foi curada até que todos os exames constem negativo. 

O tipo de incredulidade dos judeus era uma negação racional motivada pelo orgulho e inveja e o apego as honrarias humanas. 

A pessoa que diz que o fogo não queima ou que a água não molha esta cometendo uma negação ilógica e irracional. Após os 7 sinais realizados por Jesus, continuar negando sua divindade ultrapassa a mera crença religiosa. Quando a filosofia nega Jesus, ela ultrapassa as questões de mito religioso  e passa a cometer um verdadeiro crime de assassinato da lógica. 

O sol, a cera e o barro.

João,  na conclusão do capítulo 12 descreve que os líderes judaicos recusaram exercer fé em Cristo. Citando Isaias 6.9 e 53.1, ele atribue ao Pai a cegueira e a surdez daqueles homens.

Mais uma vez somos expostos à doutrina monergística da salvação.  Se somos salvos, isto é  obra exclusiva de Jesus.

A humanidade está surda e cega para ouvir a voz de Cristo. A ciência diz que há ondas de som e de luz que os olhos e ouvidos humanos não conseguem captar. Estamos como que mortos para estas realidades físicas. Assim como estamos  mortos para Deus.

O mesmo sol que endurece o barro, derrete a cera. Por isso, a mesma mensagem que derreteu os corações  dos escolhidos apóstolos, endureceu ainda mais o coração dos não escolhidos líderes judaicos.

É  desta forma que encaramos a soberana escolha de Deus. Precisamos entender que ao não escolher este ou aquele não é o mesmo que rejeitar aquele outro.

Você já viveu a experiência de ter de escolher um único bichinho de estimação no meio de tantos? Às vezes até ficamos pesarosos por não ter podido escolher dois ou três. Entretanto, sabemos que em nosso coração não havia um sentimento de ódio pelo preterido. Muito ao contrário, sentimos pena por não ter podido ter  dois ou mais.

Deus não tem prazer em rejeitar as pessoas. Na verdade, as pessoas é  que rejeitam a Deus. Se Deus não escolhesse alguns, todos, sem exceção estariam mortos.

Você é um escolhido por Deus? Você consegue ouvir e entender o que eu digo, por isso seu coração  esta quebrantado, sentido o peso dos pecados e um sentimento de pesar? Isto é  sinal de que você está entendendo a palavra de Deus. É  sinal de que ele abriu seus ouvidos para ouvir. Entao, peça perdão a Deus pelos seus pecados, convide Jesus para entrar em seu coração e reinar para sempre. Assuma o compromisso de segui-lo e fazer a sua vontade de hoje em diante. 

Tomando esta decisão,  você estará  para sempre com Cristo, tendo o Espírito Santo vindo fazer morada em seu coração.  Amém.

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