Até este ponto a multidão ficou ouvindo. Mas, quando Paulo disse isso, começaram a gritar bem alto:
— Fora com ele! Mate-o, porque ele não merece viver!
Enquanto eles gritavam, tiravam as suas capas e jogavam poeira para o ar, o comandante ordenou que Paulo fosse recolhido à fortaleza e que, sob açoite, fosse interrogado para saber por que motivo estavam gritando assim contra ele.
Quando o estavam amarrando com correias, Paulo perguntou ao centurião que ali estava:
— Será que vocês têm o direito de açoitar um cidadão romano, sem que ele tenha sido condenado?
Ouvindo isto, o centurião procurou o comandante e lhe disse:
— Que é isso que o senhor está prestes a fazer? Saiba que aquele homem é cidadão romano.
Então o comandante veio e perguntou a Paulo:
— Diga-me uma coisa: você é romano?
Paulo respondeu:
— Sou.
E o comandante disse:
— Eu tive de gastar muito dinheiro para conseguir essa cidadania.
Ao que Paulo respondeu:
— Pois eu a tenho de nascença.
Imediatamente se afastaram os que iam interrogá-lo com açoites. O próprio comandante ficou com medo quando soube que Paulo era romano, porque tinha mandado amarrá-lo.
No dia seguinte, querendo certificar-se dos motivos por que Paulo vinha sendo acusado pelos judeus, o comandante o soltou e ordenou que se reunissem os principais sacerdotes e todo o Sinédrio. E, mandando trazer Paulo, apresentou-o diante deles.
Paulo, fixando os olhos no Sinédrio, disse:
— Meus irmãos, tenho vivido até o dia de hoje com a consciência limpa diante de Deus.
Mas Ananias, o sumo sacerdote, mandou aos que estavam perto de Paulo que lhe batessem na boca.
Então Paulo lhe disse:
— Deus há de ferir você, parede branqueada! Você está aà sentado para me julgar de acordo com a Lei e, contra a Lei, ordena que eu seja agredido?
Os que estavam ali perguntaram a Paulo:
— Você está insultando o sumo sacerdote de Deus?
Paulo respondeu:
— Eu não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote. Porque está escrito: "Não fale mal de uma autoridade do seu povo."
Como Paulo sabia que uma parte do Sinédrio se compunha de saduceus e outra, de fariseus, exclamou:
— Irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da esperança e da ressurreição dos mortos!
Ditas estas palavras, começou uma grande discussão entre fariseus e saduceus, e o Sinédrio se dividiu.
Pois os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espÃrito, ao passo que os fariseus admitem todas essas coisas.
Houve, pois, muita gritaria no Sinédrio. E, levantando-se alguns escribas que eram do partido dos fariseus, discutiam, dizendo:
— Não achamos neste homem mal algum. E se, de fato, algum espÃrito ou anjo falou com ele?
Como a discussão ficava cada vez mais intensa, o comandante, temendo que Paulo fosse despedaçado por eles, mandou descer a guarda para que o retirassem dali e o levassem para a fortaleza.
Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado de Paulo, disse:
— Coragem! Pois assim como você deu testemunho a meu respeito em Jerusalém, é necessário que você testemunhe também em Roma.
Atos 22.22 a 23.11
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