Faltando 5 minutos, 70% daqueles que eram esperados já estavam acomodados, sendo que uma boa parte resolveu assentar nas últimas cadeiras, outros, o mais longe possível do centro e da frente do salão.
Iniciou-se o culto. Avisos, oração, leitura de um texto bíblico, primeira canção e só então os outros 30% dos participantes foram chegando e se acomodando. Cumprimentos aqui e acolá, licença, “deixa eu passar aqui”...
“Irmãos, poderiam sentar-se mais para frente, por favor. Assim ficamos mais juntinhos” falou ao vento o dirigente. Apenas 3 pessoas atenderam ao apelo. E alguns daqueles que não atenderam fizeram questão de não disfarçar a cara feia de desaprovação: “não me incomode, já estou bem aqui”.
Meia hora depois, um sai atendendo o celular. Outro não para de cochichar com o colega do lado. Alguns outros saem sem motivo aparente. Um vai ao banheiro, mesmo sem nenhuma vontade justificável.
Uma quantidade significante da platéia estava lendo a Bíblia em uma ou outra passagem que nada tem a ver com o culto. Parte deles em seus celulares e tablets, dois ou três folheava o boletim que havia sido entregue na entrada. E em alguns outros era perceptível a presença tão somente física; suas mentes estavam loooonge... Outros vão beber água ou um cafezinho. E destes que saíram, metade não voltou mais ao seu lugar, ficando ao redor do salão, conversando.
O culto prossegue. Músicas, fotos, cochichos, levanta, senta, oração... Pregador... Mensagem...
Ao final do culto o pregador agradece, despede e volta o microfone ao dirigente para que despedisse a congregação.
"Muito obrigado a todos pela presença a este enésimo encontro anual de pastores. Boa noite a todos”.

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