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Quanto vale um pastor?

Quanto vale um pastor batista? Nós, enquanto batista (da CBB) temos uma visão da autonomia total da igreja, que, a meu ver, em se tratando do cuidado pastoral, tem profundas falhas. É bem verdade que temos a Ordem dos Pastores, nacional, estadual e associacional, mas no que diz respeito ao sustento pastoral, em minha opinião, deixamos nossos colegas ao sabor da sorte e da dificuldade da maioria das igrejas.

Não tenho conhecimento de censo ou dados estatísticos mas parece que a maioria de nossas igrejas locais não consegue pagar mais do que 4 salários mínimos aos seus pastores. A OPBB recomenda ao menos 6, mas não impõe, nem pode fazer isto.

Orgulhamos-nos de nosso ardor a amor missionário. Temos organizações que movimentam milhares de reais por ano, investindo em missões. Temos planejadores e planejamentos para a área de missões e abertura de novas igrejas. Também empreendemos esforços hercúleo na área social, cuidando de velhos e crianças. De igual forma investimos outros tantos milhares de reais na área da educação, teológica e secular.

Por outro lado, não há em nós a cultura do cuidado pastoral. Não em termos denominacionais. Como disse, salvo exceções, cada igreja local deve cuidar como pode de seu pastor. Quase um cada um por si e Deus por todos.

O que impede a nossa denominação de criar uma organização para cuidar do sustento pastoral? O que impede a OPBB de ter um promotor de apoio ao sustento pastoral? Por que não existe um planejamento nesta área, como acontece em missões, com promotores, Plano de Adoção, levantamento de ofertas para o sustento, Campanha de sustentação pastoral, etc.?
Tenho sugestões. Apesar de crer que outros já fizeram isto antes de mim, mas como não sei se sim, quais são, nem ao menos a razão do insucesso, ei-las:
  1. Poderíamos criar na OPBB uma comissão permanente, de tempo integral, remunerada até, para cuidar desta área. Tal qual temos os representantes de missões nos estados.
  2. Destinar X% da receita da CBB, Convenções estaduais e Associações para um Fundo de Sustento Pastoral - FSP
  3. Criar o Plano de Adoção Pastoral, nos moldes dos PAM’s
  4. Cobrar de todos os pastores filiado à Ordem contribuição, compulsória, de X% de seu sustento para o FSP.
  5. Sugerir que cada Igreja Batista contribua com X% para o fundo.
Regras para o pastor receber a ajuda do FPS
  1. Ser filiado a OPBB e estar em dia com suas contribuições
  2. Ter a complementação do sustento (porque estamos pensando em que a Igreja Local deve participar no sustento de seu pastor) solicitada pela assembléia da igreja, devidamente filiada à convenção de seu estado.
  3. Partindo da sugestão que o salário pastoral deve ser de 6 mínimos vigentes no Brasil, o FSP destinaria até 70% para o pastor. O restante ficaria a cargo da igreja local.
Há ainda muitas outras coisas a serem pensadas e reguladas. Não vou relatá-las agora para não ser extenso, mas eu não vejo empecilho para não ser por em prática tal idéia, ou ideal. Por que não?

@Vinicius Ferreira

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