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Credo Apostólico - o Espírito Santo e a Igreja (parte B)

Lição 5
Série de estudos baseado no livro "O Credo dos Apóstolos - As doutrinas centrais da fé cristã, de Franklin Ferreira.

Salvo as citações originais do autor devidamente identificadas, as opiniões e comentários são de minha inteira responsabilidade.

Terceiro artigo: O Espírito Santo e a Igreja

Texto Bíblico
Jo 1.29 (ACF) - No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

Rm 6.4 (KJA) - Portanto, fomos sepultados com Ele na morte por meio do batismo, com o propósito de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma nova vida.

"Na remissão dos pecados. Na ressurreição da carne. Na vida eterna. Amém!"
O Credo vai encerrar com três sentenças de esperança, consolo e conforto. O cristianismo puro é a única religião que de fato confere esperança ao fiel. Qualquer outra religião tem uma relação de dependência das capacidades (obras) do homem. E por mais que alguém tenha um autoconceito distorcido de sim mesmo, pensando de si mais do que realmente é, há momentos em que a dúvida e a desesperança atormentam.

É somente no cristianismo puro e verdadeiro que temos a garantia do perdão dos pecados, da ressurreição física e da vida eterna.

“Creio na remissão dos pecados”.
No credo confessamos nossa fé no perdão dos pecados. Nos Cânones de Dort aprendemos que Deus no elegeu incondicionalmente. Por incondicionalmente que dizer que Deus não impõe condição para nos salvar a não ser nos méritos de Cristo. Nenhum ser humano oferece condição favorável para merecer a eleição. Logo, o perdão, de certa forma, é também incondicional pois não há mérito no homem que o faça merecer o perdão. Deus nos perdoa incondicionalmente, baseado apenas nos méritos de Cristo.

Esta confissão também se refere ao ato único e perpétuo de Cristo ao morre na cruz em nosso lugar. Na sua obra, Cristo remiu nossos pecados todos. Antes de Jesus, anualmente o sumo-sacerdote precisava repetir o sacrifício. Em Cristo, o Pai não tem mais lembrança de nenhum pecado pois todos estão cobertos pelo precioso sangue de seu Filho Eterno (Hb 10.17). “Que notícia maravilhosa! Nós, os que cremos em Cristo somente, entramos em uma correta relação com Deus. Somos completamente perdoados, se cremos em Jesus Cristo”[1].

Ressurreição da carne.
“Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade” 1Co 15.51-53 NVI.

A certeza que o cristianismo dá acerca de nosso futuro é ímpar. Confessamos, de acordo com a Bíblia, não inúmeras reencarnações, ou transmigração de alma. Jesus foi o primeiro dentre muitos irmãos que vivenciarão esta maravilhosa experiência. E a exemplo dele, que ressurgiu com o mesmo corpo que fora colocado na tumba, inclusive tendo ainda as marcas das chagas, nós também teremos nosso corpo ressuscitado. Porém, em estado glorificado.

Para a vida eterna. Amém
"E assim estaremos sempre com o Senhor" – 1Ts 4.17.
Apocalipse capítulos 21 e 22 descrevem o estado eterno em que os eleitos de Deus desfrutação. Longe de ser aquela coisa monótona vista em alguns filmes que ridicularizam o cristianismo, onde pessoas com um vestido branco, auréolas e que andam em uma sala vazia, cheia de fumaça branca é tudo o que o novo céu e nova terra não são. Pela descrição simbólica de Apocalipse, o céu será um lugar tão cheio de vida, de cor, de alegria, que nunca jamais ser humano algum ousou sequer sonhar. Está é a casa que Jesus está preparando para nós (Jo 14.1-3).

“A visão beatífica será o clímax de nossa experiência da vida eterna: ‘Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus’ (Mt 5.8). Os que morreram na graça de Deus viverão para sempre com Cristo, e contemplarão a Deus ‘como ele é’ (J1o 3.2), ‘face a face’ (1Co 13.12|)”[2].

Conclusão
Franklin Ferreira, citando A. McGrath, afirma que o credo é uma confissão de fé e ao mesmo tempo uma oração.

“O amém’ final do Credo confirma, portanto, a palavra com que este texto começa: ‘Creio’. Pois crer é dizer ‘amém’, isto é, confiar totalmente no Deus Trindade, que se revelou a si mesmo na Escritura – cujos ensinos mais básicos são resumidos no Credo”[3].

 

[1] FERREIRA, FRANKLIN. O Credo dos Apóstolos. São Paulo: Ed. Fiel, 2016.
[2] IBID.
[3] IBID

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