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O que escrevi, escrevi


"O que escrevi, escrevi". Pilatos, apud João (João 19.22).

Por que Pilatos escreveu o que escreveu?

O evangelho de João é o mais resumido dos quatro relatos sobre a morte de Cristos. O apóstolo amado gasta mais tempo escrevendo sobre Pilatos e suas ações do que os detalhes da morte de seu mestre. Duas frases do governador me chamam a atenção, segunda a narrativa de João: o que é a verdade (Jo 18.38) e esta: o que escrevi, escrevi. Qual teria sido a intenção deste governador ao colocar a tabuinha com a frase: Jesus Nazareno, o rei dos judeus?

Claro, podemos imaginar algumas possibilidades, já que o autor da frase não revelou. Eis a seguir minhas sugestões.

1- Zombaria

Os soldados zombaram de Jesus. Colocaram nele uma túnica real, uma coroa e um cetro. Inclinavam-se diante dele e o saldavam com a saudação imperial. No entanto, era pura ironia zombeteira. Poderia ter tudo isto a concordância de Pilatos, ou talvez até ideia dele.

2- Irritar os judeus

Pilatos sabia que os líderes judeus que conspiraram contra Jesus ficariam irritados. Como um bom sádico, queria provocar os sacerdotes, escribas e fariseus, demonstrando assim seu desprezo por eles.

3- Humilhação

Se o rei dos judeus estava sendo morto pela forma mais cruel e humilhante, o que Roma não faria com um qualquer do povo? A pena de morte tinha como propósito não apenas torturar o réu, mas, mandar um recado: qualquer um que se levantar contra o Império, terá destino semelhante.

4- Acusar os líderes judaicos

Ao que parece, Pilatos reconheceu que Jesus era especial. Até sua esposa teve um sonho profético com ele: "E estando assentado no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão desse justo, porque muito sofri hoje em sonho por causa dele" - Mt 27.19.

Não dá para dizer que Pilatos tenha exercido a fé salvadora em Cristo. Entretanto, ele demonstrou mais respeito por Jesus do que os sacerdotes. Pilatos teria assim a dignidade de reconhecer que Jesus era de fato um rei

Na cruz era costume colocar uma placa com a razão pela qual o réu era condenado. A acusação contra Jesus era ser de fato o rei dos judeus. E como todos saberiam que ele fora condenado não por Roma, mas pelo Sinédrio, quando o povão discutisse entre si: por que crucificaram Jesus? A resposta seria: porque ele era nosso rei.

Desta forma, a placa na cruz não acusava Jesus, mas os líderes. O pecado não foi cometido por Cristo, mas pelos seus acusadores.

Conclusão

Da perspectiva divina, Deus nos vê e se relaciona conosco tanto individualmente quanto como grupo (sociedade). Assim, Deus elegeu a raça judaica para a salvação. Representado por seus líderes, a nação rejeita o Cristo. Deus-Pai elege assim outro grupo: a Igreja.

A Igreja está predestinada pelo Pai para ser a noiva de seu Filho Jesus. Nesta metáfora, a noiva irá desfrutar de todas as bênçãos que o Filho está preparando nos céus. A noiva irá reinar junto com Cristo no reino celestial.

A Igreja é composta por pessoas de qualquer nacionalidade. Pessoas de toda tribo, língua, raça e nação. Para isto, é necessário duas coisas:

1- Reconhecer que é pecador. 

2- Passar a confiar em Jesus (fé) como único Senhor e Salvador.


Img:  http://palavradeamorpalavra.sallep.net/?p=4013. Acesso em 21/02/21

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