1 Naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve reclamação
dos judeus de cultura grega contra os demais judeus, pois as viúvas daqueles
estavam sendo deixadas de lado na distribuição diária de mantimentos. 2 Em
razão disso, os Doze convocaram a multidão dos discípulos e disseram: Não faz
sentido que deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. 3 Portanto, irmãos,
escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de
sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. 4 Mas nós nos devotaremos à
oração e ao ministério da palavra. 5 A proposta agradou a todos, e elegeram
Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor,
Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia, 6 e os apresentaram perante
os apóstolos, os quais, depois de orar, impuseram-lhes as mãos. 7 E a palavra
de Deus era divulgada, de modo que o número dos discípulos em Jerusalém se
multiplicava muito, e vários sacerdotes obedeciam à fé. (Almeida XXI).
Uma igreja tão jovem poderia ser destruída por causa de
divisão. De um lado, os judeus “estrangeiros”, chamados de helenistas devido ao
aculturamento que absorveram no estrangeiro. É possível quem nem o hebraico
falassem mais. Do outro, os judeus “nacionais”, os filhos da terra. Mas, deste
limão azedo fizeram uma deliciosa limonada, legando a nós hoje um modelo de
liderança eclesiástica que precisa ser seguido à risca.
Os apóstolos são consultados e tomam uma decisão: eleger um
grupo de homens para supervisionarem esta tarefa. Aos apóstolos cabia a tarefa
exclusiva do exercício da pregação da Palavra e da oração.
Eleito os encarregados, os apóstolos dão sua aprovação,
impondo-lhes as mãos em sinal de conferência de autoridade. Com isto, Deus se
agrada e abençoa a Igreja convertendo muitos outros, inclusive sacerdotes.
Mais do que a instituição de diáconos, o texto nos deixa paradigmas
importantíssimos. Ele nos fala de modelo de liderança da igreja local.
1- Liderança plural -
presbitério.
- 12 apóstolos - Vemos aqui que não aparece a figura de um
líder, mas o texto informa que os 12 foram consultados e os 12 tomaram a
decisão.
- Treinamento formal - O texto indica também que há a necessidade
de ter homens chamados, vocacionados e preparados por Deus para o exercício da pregação
(ensino) da Palavra e Orações.
- Tempo integral - indica que há a necessidade de pastores
de tempo integral para que a Igreja seja bem instruída em toda boa obra.
- Masculina - notamos a completa ausência de mulheres
atuando como liderança espiritual (sacerdote/pastor) - ver 1Co 14.34; 1Tm
2.11,12.
2- Liderança auxiliar
- Toda liderança que esteja abaixo da autoridade da liderança
espiritual (presbitério): professores de EB, líderes de departamentos,
liderança administrativa, líderes de Pequenos Grupos, Diáconos. Ver 1Co 11.5;
At 12.12.
3- Responsabilidades
da congregação local - v.3
- Eleger homens moralmente irrepreensíveis (1Tm 3.1-13).
- Eleger homens espirituais: "cheios do Espírito".
- Eleger homens capazes: "cheios de sabedoria".
Acompanhar, fiscalizar, cooperar e, principalmente,
disciplinar à luz das Escrituras.
Conclusão
A Igreja local deve ser espiritualmente liderada por um
colegiado/presbitério, formado por homens competentes e formalmente instruídos
em teologia. Ela não de ser pastoreada por mulheres, pois a Bíblia não faculta
isto. A igreja local deve eleger seus líderes, observando estritamente as
instruções bíblicas, fiscalizando seus eleitos à luz das Escrituras.
Em assim procedendo, Deus se alegre da Igreja e acrescenta
dia a dia os que Ele vai salvando.


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