Seu martírio quase certamente ocorreu na primeira páscoa posterior à morte de Cristo, ou seja, cerca de um ano após a crucificação. Estevão se tornou notório por realizar sinais e prodígios, mas, e principalmente, por sua pregação.
Ouvindo isso, eles se enfureciam no coração e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, com os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Vejo o céu aberto, e o Filho do homem em pé, à direita de Deus. Então eles gritaram e, tapando os ouvidos, lançaram-se juntos contra ele e, empurrando-o para fora da cidade, o apedrejaram. E as testemunhas puseram as suas roupas aos pés de um jovem chamado Saulo. E enquanto o apedrejavam, Estêvão orava: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou em alta voz: Senhor, não lhes atribuas este pecado. Tendo dito isso, adormeceu. (At 7.54-60 - Alm. XXI).Em Jerusalém, de acordo com especialistas, haviam duas sinagogas, sendo uma delas frequentadas por judeus helenistas. Por isso, é de se esperar que Estevão pregasse com frequência nestes lugares. E são de lá os que aceitaram suborno para o acusarem falsamente. A acusação era de que estaria mudando os costumes deixados por Moisés, contra a Lei e contra o templo.
Em sua defesa, o mártir demostrar exímio conhecimento da história de seu povo, de como Deus elegeu, conduziu e orientou os judeus. Fala dos Patriarcas e do chamado e ministério de Moisés, da entrega da Lei e da construção do tabernáculo e de que o templo. Fala também dos pecados do povo, que nunca de fato, em sua maioria, serviu a Deus com inteireza de coração.
No entanto, Estevão demonstra que a Lei, o templo e os costumes da religião judaica não passavam de sombra do verdadeiro Libertador e Juiz de Israel e do verdadeiro Templo de Deus: Jesus Cristo. Estevão, em sua exposição das Escrituras, aponta Jesus como aquele que cumpre todo o propósito do Pai. Quando ele faz esta aplicação, acusa seus acusadores de assassinarem o Cristo prometido por Moisés e toda a Lei. Neste ponto, enfurecidos, sentenciam-no à morte, ao invés de rasgarem suas vestes e sinal de arrependimento e confissão de pecados.
Aplicação
A vida de Estevão nos ensina que somos chamados para sofrer por amor a Cristo. O mundo jaz no Maligno (1Jo 5.19). Se perseguiram o Mestre, perseguirão os discípulos (Jo 15.20). Entretanto, quem perde a vida por amor a Jesus, vai receber a Vida. Quem quer preservar esta vida terrena, perderá a Vida Eterna e a única que vale a pena (Mt 10.39; 16.25; Mc 8.35; Lc 9.24).
Estevão é uma demonstração exata de um Cristinho, cristão. Falou a verdade das Escrituras e foi condenado por isto. Perdoou e pediu a Deus que perdoasse seus acusadores. Clamou em alta voz (Lc 23.46). Entregou o seu espírito (Lc 23.46; Sl 31.5).
Todo o Velho Testamento aponta para Cristo. Assim, devemos procurar na Escritura muito mais que lições morais. Cada personagem, cada circunstância veterotestamentária nos ensina sobre o Nosso Senhor e Salvador e/ou a sua obra para resgatar o homem do pecado para a vida eterna.
Conclusão
Toda a Bíblia trata, em resumo, do seguinte: o ser humano é pecador e incapaz com seus próprios méritos alcançar a justiça de Deus. Em seus amor e misericórdia, o Pai envia Jesus para pagar a nossa dívida, derramando seu sangue em nosso lugar. Pelos méritos de Cristo, recebemos o perdão incondicional do Pai mediante o convencimento interno do Espírito Santo.
Uma vez salvos, somos ordenados para levar esta mensagem de salvação a outras pessoas. Por causa disto, estamos expostos a todo tipo de sofrimento e perseguição. No entanto, um grande galardão espera todo aquele que perseverar e obedecer até o fim.


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