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no Brasil?
A resposta é um sonoro SIM. E não apenas a mídia, a imprensa e o partidos políticos. Também Universidades brasileiras estão engajadas neste ministério.
Para refletir sobre Direitos Humanos de minorias, deveríamos partir de informações verdadeira e sem distorção de números.
Na videoaula 4, unidade II, Direitos Humanos, temos a seguinte informação: "Um dado que merece atenção é o crescente índice de crimes de violência de gênero, motivado por homofobia, no Brasil" (o grifo é meu).
Com o mais profundo respeito, a informação colocada assim bem poderia ser dita como fake news. Segundo a Folha(1) "somente em 17% dos assassinatos de LGBT o criminoso foi identificado. Em valores absolutos, foram 60 de 343. E ainda vale ressaltar que menos de 10% das ocorrências desse tipo redundou em abertura de processo e punição dos assassinos".
Isto quer dizer que em 283 ninguém sabe o motivo do crime. Como então afirmar, taxar e cravar que foi homofobia??? Gay não mata gay? Não existe casos de crime passional entre gays?
Veja que dados oficiais afirmam que quando se acha um corpo de um gay, 83% deles ninguém faz a menor ideia de quem foi o assassino!
É deste tipo de "falsidade" que eu me indigno e até o momento não consegui entender a quem interessa distorcer fatos.
Em um artigo completíssimo, Maria Carolinna Souza Braga afirma:
Assim como nos relacionamentos heterossexuais, têm ocorrido muitos crimes passionais nas relações homoafetivas, nos quais os componentes são os mesmos, sendo em alguns casos até mais trágicos do que nas relações heterossexuais. Esses são tipos de crimes que tem ganhado manchetes em vários veículos de comunicação na atualidade.(2)Os homossexuais são igualmente ciumentos, passionais, violentos, possessivos, tal qual heterossexuais. Aliás, a autora, no artigo supracitado, categoriza: "é preciso considerar e estudar o crime passional quando duas pessoas possuem o mesmo sexo, quando o ciúme, um dos componentes principais do crime passional, é mais intenso do que em uma relação heterossexual".(3) (negrito é meu).
A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas contabilizou 52 crimes contra homossexuais nos anos de 2015 a março 2017. "A coletiva de imprensa teve como intuito mostrar os dados de mortes de LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), em Manaus, após um relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia"(4). A constatação da SSP-AM foi de que apenas 01 (um) caso foi identificado como homofobia. A matéria, citando a secretária de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Estado, Graça Prola, afirma que o governo está empenhado em investigar. Ou seja, a realidade dos números amazonenses está sendo fiscalizada de perto.
No Acre, não há registros oficiais de que crimes contra gays estejam sendo cometidos com conotações puramente homofóbicas, porque geralmente eles acontecem dentro de residências, a facadas ou a pauladas, por pessoas que, teoricamente, já tinham algum grau de intimidade com a vítima.(5)Mais dados importantes.
Conforme matéria do Portal R7, usando dados do GGB em Minas, em 2013, foram registrados 25 mortes de homossexuais. A matéria(6) selecionou 8 casos:
- Débora Moreira Mori - morta em casa. Latrocínio.
- Alexandre Resende Silva - encontrado morto. Viciado em crack.
- Sergio Teixeira, padre. - morto pelo ex-companheiro.
- Waunir Lima e Flaudert Jr. - suicídio duplo com veneno para rato.
- Ronaldo Araujo Caldas - morto pelo amante.
- Fernanda Lima - encontrada morta.
- Wagner de Paula Rodrigues - encontrado morto em zona de prostituição.
- Uma mulher - morta pela ex-namorada.
Nenhum dos casos acima é possível afirmar com absoluta certeza que tenha sido homofobia. Com exceção de Fernanda Lima, que é indefinido, os outros são motivações que excluem homofobia.
A quem interessa distorcer os números? Por que a mídia, e, as faculdades, tentam forçar algo que não é real? Ninguém nega que homofobia não existe. Eu creio que há sim quem seja capaz de odiar tanto um gay a ponto de matá-lo. Mas distorcer os números não ajuda, só atrapalha.
Havia um menino que sempre fingia que estava se afogando na piscina. Quando alguém ia salvá-lo, ele saia nadando e fazendo chacota: "é mentira, é mentira". Um dia, ele estava de verdade se afogando, mas ninguém foi salvá-lo. Suspeitaram que era mais uma mentira. Ele morreu.
Quando eu era criança minha mãe conto-me esta história para me ensinar o perigo da mentira. De tanto ver falso comunicado de homofobia, o que esta atitude pode provocar, ao invés de uma superproteção aos gays, um descaso completo quando de fato ocorrer o preconceito.
Sejamos mais maduros e sinceros. As pessoas de bem podem até ter uma opinião diferente sobre a homoafetividade, mas respeitarão e protegerão aqueles que assim querem escolher. Todavia, querer forçar uma realidade que não é verdadeira, pode ter efeito contrário.
Segundo a Super Interessante(7), "não existe banco de dados centralizado que possa fornecer" o número percentual de casos resolvidos pela polícia. Por isso estima-se que de 6 a 8 por cento dos assassinatos sejam solucionados. Se no Brasil são 60 mil assassinatos, isto significa que apenas 4.800 são investigados. Será que somente quando a vítima é LGBT a polícia tem 100% de solução?
Agora, tomando os dados de Minas, a polícia mineira parece ter investigado 7 dos 25 assassinatos de gays. Isto dá uma média de 28%. Se a média nacional é de 8%, a polícia mineira se empenhou muito quando a vítima era um gay. Aqui descartamos descaso para com os LGBTs.
Dos 8 casos, apenas 01 pode ou não pode ser classificado como homofobia. Vamos pressupor que sim. Arredondando para cima, temos a taxa de 10%. Tomando então os 25 casos, poderíamos dizer que, em 2013, 2 pessoas foram assassinadas por homofobia em todo o ano 2013, em Minas. (Os 17% de investigação é a média nacional).
Tomando os 312 LGBTs mortos em 2013, afirmados pelo professor na aula, com base nos dados de Minas, chegamos a um número de 30 homossexuais mortos, possivelmente, por homofobia, em todo o Brasil. Isto não dá um a cada 25 horas! E mesmo se consideramos 17%, 53 indivíduos, não dá 1 pessoa por dia morta por homofobia.
Alguém pode exigir que estes dados que eu apresento carecem de maior precisão científica. Talvez! Eles, no entanto, com profundo respeito, são mais críveis do que os dados distorcidos apresentados (sem nenhuma fonte científica) pelos que defendem mais uma ideologia do que questões reais de direitos humanos.
Não quero com isto negar absolutamente casos de homofobia, mas me indigno com dados distorcidos.
Apêndice:
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| https://lihs.org.br/sociedade/homofobia/?fbclid=IwAR1EBoNWbeTqUuhvByAJyPaSfo1X4-BQPeWtnMM9rlqnY-94WV7TJ6lKhMc |
(1) https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2017/05/17/dia-internacional-combate-homofobia-transfobia-gay/. Acesso em 27 jan. 2019
(2) http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=19008&revista_caderno=3. Acesso em 27 jan. 2019
(3) ibid
(4) http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2017/03/ssp-am-diz-que-apenas-uma-morte-de-lgbts-desde-2015-foi-homofobia.html. Acesso em 27 jan. 2019
(5) https://agazetadoacre.com/crime-passional-ainda-e-a-maior-causa-de-assassinatos-de-gays-no-acre/. Acesso em 27 jan. 2019
(6) https://noticias.r7.com/minas-gerais/fotos/vitimas-do-preconceito-confira-casos-de-crimes-contra-homossexuais-em-mg-09032014#!/foto/1. Acesso em 27 jan. 2019
(7) https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-a-porcentagem-de-crimes-solucionados-pela-policia-no-brasil/. Acesso em 27 jan. 2019
Img1 https://www.al.sp.gov.br/noticia/?id=392323



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