Como podemos glorificar a Deus e desfrutar dele em qualquer circunstância?
Introdução
O breve Catecismo de Westminster diz na sua primeira pergunta: Qual é o fim principal do homem? RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre. Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.
Explicando o texto
Atos 28.16-22 registra a chegada de Paulo efetivamente na cidade de Roma. Desde o quase linchamento em Jerusalém são passados mais de dois anos, onde ele foi torturado, aprisionado, chantageado, ameaçado, naufragado. O oficial que o levou a Roma, juntamente com os soldados e demais presos passaram quase um ano em companhia de Paulo. Quantos será que foram convertidos? Nunca saberemos nesta vida. O fato é que, não apenas por acreditar na inocência do apóstolo, o comandante usa de bondade para com ele. Por isso lhe é permitido alugar uma casa ao invés de viver num cárcere comum. Apesar disto, ele é acorrentado a um soldado.
Tão logo se acomoda, pede para receber os líderes judaicos, provavelmente os principais das cerca de 10 sinagogas existentes em Roma naquele período. O ano aqui provavelmente é 62. Alguns anos antes, o imperados Claudio expulsou todos os judeus de Roma, mas agora eles puderam voltar.
Paulo dá aos anciãos apenas um preliminar, dizendo-se inocente. Ele não acusa de maneira rancorosa os que o prenderam. Ele não incita ódio contra os romanos. Ele não tenta desconstruir a imagem ou o caráter dos seus acusadores. Paulo não agride os costumes judaicos. Ele se justifica que tentou nas instâncias inferiores resolver seu caso, todavia, diante da insistência nas acusações sem provas, ele se viu obrigado a apelar ao imperador.
Paulo lhes informa que está ali por causa da “Esperança de Israel”. Qualquer judeu sabia do que se tratava: do Messias prometido que libertaria o povo. Isto aguçou o interesse dos líderes, tanto que ao voltarem no dia seguinte, trouxeram muitos outros consigo.
Os líderes confirmam não terem recebido nenhuma denúncia contra Paulo, mas sabiam que Paulo estava associado com a Igreja, a qual estes líderes reputam por seita. Ao dizerem que seita, do grego hairesis, e se referirem a ela como algo contra quem todos falam mal.
Que lições temos para nós observamos e praticarmos em nossa vida diária?
1- Os sofrimentos do crente nunca são em vão. Paulo foi tremendamente injustiçado, mas foi exatamente isto o instrumento, ou a razão, que criou a oportunidade para Paulo pregar para todos os mais importantes homens de seu tempo: reis, governadores, autoridades militares de altíssima patente. Mas também a desconhecidos e gente simples. Quantos soldados não ouviram seus discursos? Quantos outros prisioneiros? Os habitantes de Malta só ouviram o evangelho e receberam curas por causa do naufrágio.
Meu irmão, não olhe para as suas tribulações como o fim em si mesma. Pergunte a Deus como elas podem servir de meio para que outros cheguem ao conhecimento da verdade?
Sabemos que Paulo não sofreu por causa de pecados pessoais dolosos. Ele foi vítima por ter se dedicado total e exclusivamente ao ministério da Palavra. Mas mesmo que cometamos erros, Deus pode usar estes para o louvor da sua glória.
2- Tenhamos o mesmo sentimento e comportamento de Paulo. Não nos vinguemos quando formos injustiçados, traídos ou maltratados. Lembremos de José, que quando teve a vida de seus algozes em suas mãos, abençoou-os e não os maltratou. “Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” (Rm 12.19 – NTLH).
Paulo não se defende atacando. Tomemos com exemplo as campanhas eleitorais. Vejam como o objetivo de um é destruir a imagem do outro, ao invés de mostrar as suas propostas.
Outro exemplo é a tática de muitos réus. Ao invés de se defenderem, eles tentam desqualificar a testemunha.
O apóstolo não usa nenhuma destas artimanhas malignas, pois sabe que não é o seu sofrimento, ou a sua causa que importa. Paulo sabia que algo melhor espera por ele. Sua tranquilidade vem da certeza firme de que este mundo não tem nada que nos interessa. Paulo não ama as coisas deste mundo.
Conclusão
A certeza de Paulo em que estava cumprindo o querer de Deus era tão grande que os sofrimentos pelos quais estava passando não tiravam nem um pouco a sua paz e a alegria de estar no centro da vontade de Deus.
Muitas vezes nossos sofrimentos nem são tão levados assim, mas porque nos concentramos neles, egoisticamente, nem nos damos conta do quanto Deus tem ou pode ser glorificado através de nós.
Que possa mudar o foco de nossa atenção para a glória de Deus. E aí experimentaremos o que significa paz e alegria em qualquer situação ou circunstância.
Statue of St. Paul in front of St Peter's Basilica in Vatican City.
Imagem: https://c.tadst.com/gfx/750w/stpaul.jpg?1
Introdução
O breve Catecismo de Westminster diz na sua primeira pergunta: Qual é o fim principal do homem? RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre. Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.
Explicando o texto
Atos 28.16-22 registra a chegada de Paulo efetivamente na cidade de Roma. Desde o quase linchamento em Jerusalém são passados mais de dois anos, onde ele foi torturado, aprisionado, chantageado, ameaçado, naufragado. O oficial que o levou a Roma, juntamente com os soldados e demais presos passaram quase um ano em companhia de Paulo. Quantos será que foram convertidos? Nunca saberemos nesta vida. O fato é que, não apenas por acreditar na inocência do apóstolo, o comandante usa de bondade para com ele. Por isso lhe é permitido alugar uma casa ao invés de viver num cárcere comum. Apesar disto, ele é acorrentado a um soldado.
Tão logo se acomoda, pede para receber os líderes judaicos, provavelmente os principais das cerca de 10 sinagogas existentes em Roma naquele período. O ano aqui provavelmente é 62. Alguns anos antes, o imperados Claudio expulsou todos os judeus de Roma, mas agora eles puderam voltar.
Paulo dá aos anciãos apenas um preliminar, dizendo-se inocente. Ele não acusa de maneira rancorosa os que o prenderam. Ele não incita ódio contra os romanos. Ele não tenta desconstruir a imagem ou o caráter dos seus acusadores. Paulo não agride os costumes judaicos. Ele se justifica que tentou nas instâncias inferiores resolver seu caso, todavia, diante da insistência nas acusações sem provas, ele se viu obrigado a apelar ao imperador.
Paulo lhes informa que está ali por causa da “Esperança de Israel”. Qualquer judeu sabia do que se tratava: do Messias prometido que libertaria o povo. Isto aguçou o interesse dos líderes, tanto que ao voltarem no dia seguinte, trouxeram muitos outros consigo.
Os líderes confirmam não terem recebido nenhuma denúncia contra Paulo, mas sabiam que Paulo estava associado com a Igreja, a qual estes líderes reputam por seita. Ao dizerem que seita, do grego hairesis, e se referirem a ela como algo contra quem todos falam mal.
Que lições temos para nós observamos e praticarmos em nossa vida diária?
1- Os sofrimentos do crente nunca são em vão. Paulo foi tremendamente injustiçado, mas foi exatamente isto o instrumento, ou a razão, que criou a oportunidade para Paulo pregar para todos os mais importantes homens de seu tempo: reis, governadores, autoridades militares de altíssima patente. Mas também a desconhecidos e gente simples. Quantos soldados não ouviram seus discursos? Quantos outros prisioneiros? Os habitantes de Malta só ouviram o evangelho e receberam curas por causa do naufrágio.
Meu irmão, não olhe para as suas tribulações como o fim em si mesma. Pergunte a Deus como elas podem servir de meio para que outros cheguem ao conhecimento da verdade?
Sabemos que Paulo não sofreu por causa de pecados pessoais dolosos. Ele foi vítima por ter se dedicado total e exclusivamente ao ministério da Palavra. Mas mesmo que cometamos erros, Deus pode usar estes para o louvor da sua glória.
2- Tenhamos o mesmo sentimento e comportamento de Paulo. Não nos vinguemos quando formos injustiçados, traídos ou maltratados. Lembremos de José, que quando teve a vida de seus algozes em suas mãos, abençoou-os e não os maltratou. “Meus queridos irmãos, nunca se vinguem de ninguém; pelo contrário, deixem que seja Deus quem dê o castigo. Pois as Escrituras Sagradas dizem: “Eu me vingarei, eu acertarei contas com eles, diz o Senhor.” (Rm 12.19 – NTLH).
Paulo não se defende atacando. Tomemos com exemplo as campanhas eleitorais. Vejam como o objetivo de um é destruir a imagem do outro, ao invés de mostrar as suas propostas.
Outro exemplo é a tática de muitos réus. Ao invés de se defenderem, eles tentam desqualificar a testemunha.
O apóstolo não usa nenhuma destas artimanhas malignas, pois sabe que não é o seu sofrimento, ou a sua causa que importa. Paulo sabia que algo melhor espera por ele. Sua tranquilidade vem da certeza firme de que este mundo não tem nada que nos interessa. Paulo não ama as coisas deste mundo.
Conclusão
A certeza de Paulo em que estava cumprindo o querer de Deus era tão grande que os sofrimentos pelos quais estava passando não tiravam nem um pouco a sua paz e a alegria de estar no centro da vontade de Deus.
Muitas vezes nossos sofrimentos nem são tão levados assim, mas porque nos concentramos neles, egoisticamente, nem nos damos conta do quanto Deus tem ou pode ser glorificado através de nós.
Que possa mudar o foco de nossa atenção para a glória de Deus. E aí experimentaremos o que significa paz e alegria em qualquer situação ou circunstância.
Statue of St. Paul in front of St Peter's Basilica in Vatican City.
Imagem: https://c.tadst.com/gfx/750w/stpaul.jpg?1


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