Como encontrar consolo em meio a tribulações? Recebendo encorajamento por parte da Igreja.
Somente encontramos consolo e conforto real de nossas tribulações quando recebemos encorajamento, uns dos outros, no ceio da Igreja, entre os irmãos.
A menção que Lucas faz de Cástor e Polux, ou os Dióscuros (irmãos gêmeos) não tem maiores explicações. Talvez ele quisesse ironizar. Segundo a mitologia, estes dois seriam os protetores dos marinheiros. Lembrando-se que se lhes aconteceu meses antes, quem de fato protegeu os náufragos foi o Senhor Jesus.
Lucas menciona dois portos, sendo no terceiro, a presença de cristãos. Sendo que nenhum registro de atividade dos apóstolos é conhecida nesta região, presume-se que discípulos desconhecidos tenham levado o evangelho a Potéoli (atual Nápoles).
Os viajantes param em mais dois lugares, comuns naquela época para abrigarem jornaleiros, até que finalmente chegam ao destino final: Roma.
1- Não andeis ansiosos
Observamos na sequência deste capítulo 28 a saída de Malta. Logo de início é dito que embarcam num navio vindo de Alexandria, que invernou na ilha. No capítulo 27 lemos que embarcaram três meses antes em outro navio proveniente também de Alexandria. Se tivessem ouvido a Paulo, não teriam navegado em condições tão impróprias.
Este fato me faz pensar que muitas vezes não damos ouvidos a Deus. Nossa ansiedade nos cega e queremos antecipar as coisas. “Não andeis ansiosos por coisa alguma”, nos adverte em Fl 4.6. De nada valeu o desespero deles. Muito ao contrário, quase custou-lhes a vida.
Quando descansamos em Deus somos consolados por uma esperança viva e verdadeira.
2- Consolo mútuo
A mutualidade na Bíblia é uma coisa muito séria. Todo o tempo somos encorajados a nos ajudar, acolher, amar, socorrer, uns aos outros. Mutualidade é o mesmo que reciprocidade, ou seja, o que uns fazem pelos outros e todos fazem pelo grupo. É diferente de comunismo e socialismo. Na Bíblia não vemos estas coisas. A solução de Deus para a sociedade é a mutualidade.
Tantas e tantas vezes Paulo confortou as igrejas, como vemos em suas cartas. Agora é a vez de a igreja acolher e consolar Paulo.
a) Paulo sentiu-se mais animado
A expressão original quis dizer que Paulo se agarrou, tomou posse de coragem, confiança.
É possível que Paulo estivesse abatido, ou mesmo deprimido. Cerca de três anos, ele desejou ir a Roma. Escrevendo aos romanos ele manifesta o seu grande desejo. Provavelmente ele preferiria ir lá de outra maneira, não como prisioneiro.
Assim, depois de dois anos como prisioneiro, ferido, cheio de marcas e cicatrizes, doente, e ter naufragado, é possível que suas forças psicoemocionais estivessem se esvaindo.
A Igreja em Potéoli o reanimou. Deus se serve daqueles até então desconhecidos irmãos para reascender o fogo em Paulo.
É por isso que somos incentivados a não deixar de congregar. É por isso que ser crente em casa, vivendo de vídeos da internet não nos renova. Precisamos do contato mútuo. Consolar e ser consolado. Precisamos estar juntos.
b) Nas casas
Certamente, irmãos, que nesta época, não se reuniam em templos. Até então nenhum templo cristão existia. Os primeiros vão aparecer após os anos 300. Com toda segurança, eles se reuniam em casas. Você já pensou que benção seria abrir a sua casa para que pequenos grupos de crentes e não crentes se reúnam para serem consolados e/ou evangelizados?
Se ainda não pensou, comece a partir de hoje a pensar nisto. Coloque sua vida, seu lar, sua casa à disposição de Deus e ofereça-o para ser um local de bênção e reciprocidade.
Conclusão
A vida cristã é marcada por tribulações. “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Em meio as tribulações, Deus proporciona momentos de refrigério. E este refrigério é trazido por outros que em outro tempo venceram outras tribulações. E assim, consolamos e somos consolados mutuamente.
Louvemos a Deus pela Igreja, pela comunidade cristã, pela força e refrigério que ele nos proporciona na vida em comum. Levemos esta mensagem a tantos quanto ainda não dispõem dela.
Somente encontramos consolo e conforto real de nossas tribulações quando recebemos encorajamento, uns dos outros, no ceio da Igreja, entre os irmãos.
Passados três meses, embarcamos num navio que tinha passado o inverno na ilha; era um navio alexandrino, que tinha por emblema os deuses gêmeos Castor e Pólux. Aportando em Siracusa, ficamos ali três dias. Dali partimos e chegamos a Régio. No dia seguinte, soprando o vento sul, prosseguimos, chegando a Potéoli no segundo dia. Ali encontramos alguns irmãos que nos convidaram a passar uma semana com eles. E depois fomos para Roma. Os irmãos dali tinham ouvido falar que estávamos chegando e foram até a praça de Ápio e às Três Vendas para nos encontrar. Vendo-os, Paulo deu graças a Deus e sentiu-se encorajado. - Atos 28.11-15Após o inverno, todos retomam a viagem num navio vindo de Alexandria. Conforme os detalhes, é seguro dizer que chegaram em Malta em novembro e saíram no começo de fevereiro.
A menção que Lucas faz de Cástor e Polux, ou os Dióscuros (irmãos gêmeos) não tem maiores explicações. Talvez ele quisesse ironizar. Segundo a mitologia, estes dois seriam os protetores dos marinheiros. Lembrando-se que se lhes aconteceu meses antes, quem de fato protegeu os náufragos foi o Senhor Jesus.
Lucas menciona dois portos, sendo no terceiro, a presença de cristãos. Sendo que nenhum registro de atividade dos apóstolos é conhecida nesta região, presume-se que discípulos desconhecidos tenham levado o evangelho a Potéoli (atual Nápoles).
Os viajantes param em mais dois lugares, comuns naquela época para abrigarem jornaleiros, até que finalmente chegam ao destino final: Roma.
1- Não andeis ansiosos
Observamos na sequência deste capítulo 28 a saída de Malta. Logo de início é dito que embarcam num navio vindo de Alexandria, que invernou na ilha. No capítulo 27 lemos que embarcaram três meses antes em outro navio proveniente também de Alexandria. Se tivessem ouvido a Paulo, não teriam navegado em condições tão impróprias.
Este fato me faz pensar que muitas vezes não damos ouvidos a Deus. Nossa ansiedade nos cega e queremos antecipar as coisas. “Não andeis ansiosos por coisa alguma”, nos adverte em Fl 4.6. De nada valeu o desespero deles. Muito ao contrário, quase custou-lhes a vida.
Quando descansamos em Deus somos consolados por uma esperança viva e verdadeira.
2- Consolo mútuo
A mutualidade na Bíblia é uma coisa muito séria. Todo o tempo somos encorajados a nos ajudar, acolher, amar, socorrer, uns aos outros. Mutualidade é o mesmo que reciprocidade, ou seja, o que uns fazem pelos outros e todos fazem pelo grupo. É diferente de comunismo e socialismo. Na Bíblia não vemos estas coisas. A solução de Deus para a sociedade é a mutualidade.
Tantas e tantas vezes Paulo confortou as igrejas, como vemos em suas cartas. Agora é a vez de a igreja acolher e consolar Paulo.
a) Paulo sentiu-se mais animado
A expressão original quis dizer que Paulo se agarrou, tomou posse de coragem, confiança.
É possível que Paulo estivesse abatido, ou mesmo deprimido. Cerca de três anos, ele desejou ir a Roma. Escrevendo aos romanos ele manifesta o seu grande desejo. Provavelmente ele preferiria ir lá de outra maneira, não como prisioneiro.
Assim, depois de dois anos como prisioneiro, ferido, cheio de marcas e cicatrizes, doente, e ter naufragado, é possível que suas forças psicoemocionais estivessem se esvaindo.
A Igreja em Potéoli o reanimou. Deus se serve daqueles até então desconhecidos irmãos para reascender o fogo em Paulo.
É por isso que somos incentivados a não deixar de congregar. É por isso que ser crente em casa, vivendo de vídeos da internet não nos renova. Precisamos do contato mútuo. Consolar e ser consolado. Precisamos estar juntos.
b) Nas casas
Certamente, irmãos, que nesta época, não se reuniam em templos. Até então nenhum templo cristão existia. Os primeiros vão aparecer após os anos 300. Com toda segurança, eles se reuniam em casas. Você já pensou que benção seria abrir a sua casa para que pequenos grupos de crentes e não crentes se reúnam para serem consolados e/ou evangelizados?
Se ainda não pensou, comece a partir de hoje a pensar nisto. Coloque sua vida, seu lar, sua casa à disposição de Deus e ofereça-o para ser um local de bênção e reciprocidade.
Conclusão
A vida cristã é marcada por tribulações. “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33). Em meio as tribulações, Deus proporciona momentos de refrigério. E este refrigério é trazido por outros que em outro tempo venceram outras tribulações. E assim, consolamos e somos consolados mutuamente.
Louvemos a Deus pela Igreja, pela comunidade cristã, pela força e refrigério que ele nos proporciona na vida em comum. Levemos esta mensagem a tantos quanto ainda não dispõem dela.

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