João 2.13-22 relata a ação de Jesus a qual ficou conhecida como purificação do templo. Segundo os evangelhos, parecem que foram duas vezes em que ele toma uma atitude tão visceral, movida por profundo zelo. Se Jesus nos visitasse hoje, como foi sua visita naquela época, repetiria o mesmo gesto?
A primeira e mais óbvia conclusão que fazemos desta passagem é que a Igreja é o real e definitivo templo de Deus.
Desta forma, o templo dos judeus eram um mero tipo do verdadeiro que estaria por se manifestar. Sendo Jesus o cabeça e os discípulos (neste caso, todos os crentes) o corpo, o local da habitação de Deus é a Igreja. A Igreja é o verdadeiro santuário de Deus, não feito por mãos humanas – Mc 14.58.
Mercantilização da fé
Até mesmos os pregadores da teologia da prosperidade, como já ficou devidamente classificada, reconhecem que há uma íntima ligação com o dinheiro e a expressão de fé. A diferença é que eles não entendem tal teologia como perniciosa, para não dizer herética.
Pense hoje no mercado de bíblias. Penso que existam centenas de bíblias sendo vendidas. A cada ano novos lançamentos apelam para uma outra aquisição. É muito difícil para qualquer um de nós discernir se este fervor editorial tem como principal motivação a edificação da fé ou o comércio editorial de bíblias.
Outro exemplo que fica na zona cinzenta é o mercado musical. Nós pastores ficamos hoje com urticárias, diante de tantas canções novas. A cada domingo se tem uma música nova para a Igreja aprender. No entanto, não nos parece que o espírito seja o de obedecer ao Salmo 96.
Culto marqueteiro
A ordem para celebrar a páscoa em Jerusalém era clara. E o Senhor havia previsto que, aqueles que morassem longe da cidade santa não teriam como levar os animais e cereais. Por isso lhe fora permitido levar dinheiro para que comprassem quando lá chegassem.
A natureza humana corrupta dos juízes de Israel se aproveita desta permissão e transforma o templo em um “covil de salteadores” (Mt 21.13). Salteador era aquele bandido que assalta, nas estradas, sob violência e ameaça com armas. No Brasil, este tipo de crime dá no mínimo 5 anos de cadeia.
Mas tudo ali era “vendido” como se fosse uma facilidade. As autoridades usavam destas circunstâncias para enriquecerem.
Muitos de nossos cultos hoje são puramente apelos marqueteiros. Cada vez mais muitas comunidades usam e abusam de recursos técnico para tornar o culto “agradável aos olhos” (Gn 3.6), todavia, tão longe da verdadeira doutrina, do verdadeiro culto e da verdadeira adoração.
Em um artigo sobre o fenômeno de protestantes se convertendo ao catolicismo, lemos:
Generalizando a Igreja contemporânea, transformamos o culto a Deus num espetáculo para enriquecer alguns e entreter outros. São poucas as comunidades que têm conseguido permanecer na pureza doutrinário do culto verdadeiro a Deus.
Peçamos graça e misericórdia ao Senhor Deus Pai todo poderoso, a sempre presença de Cristo em nosso meio e o poder discernidor do Espírito Santo para não sucumbirmos a tão fortes apelos, permanecendo fiéis à doutrina das Escrituras. A Bíblia e somente a Bíblia é nossa fonte de inspiração e direcionamento.
[1] https://medium.com/@victorgomes_35413/por-que-protestantes-se-convertem-a-roma-pt-2-a-psicologia-da-convers%C3%A3o-6f9ef0abef95. Acesso em 15 set. 19.
A primeira e mais óbvia conclusão que fazemos desta passagem é que a Igreja é o real e definitivo templo de Deus.
Desta forma, o templo dos judeus eram um mero tipo do verdadeiro que estaria por se manifestar. Sendo Jesus o cabeça e os discípulos (neste caso, todos os crentes) o corpo, o local da habitação de Deus é a Igreja. A Igreja é o verdadeiro santuário de Deus, não feito por mãos humanas – Mc 14.58.
Mercantilização da fé
Até mesmos os pregadores da teologia da prosperidade, como já ficou devidamente classificada, reconhecem que há uma íntima ligação com o dinheiro e a expressão de fé. A diferença é que eles não entendem tal teologia como perniciosa, para não dizer herética.
Pense hoje no mercado de bíblias. Penso que existam centenas de bíblias sendo vendidas. A cada ano novos lançamentos apelam para uma outra aquisição. É muito difícil para qualquer um de nós discernir se este fervor editorial tem como principal motivação a edificação da fé ou o comércio editorial de bíblias.
Outro exemplo que fica na zona cinzenta é o mercado musical. Nós pastores ficamos hoje com urticárias, diante de tantas canções novas. A cada domingo se tem uma música nova para a Igreja aprender. No entanto, não nos parece que o espírito seja o de obedecer ao Salmo 96.
Culto marqueteiro
A ordem para celebrar a páscoa em Jerusalém era clara. E o Senhor havia previsto que, aqueles que morassem longe da cidade santa não teriam como levar os animais e cereais. Por isso lhe fora permitido levar dinheiro para que comprassem quando lá chegassem.
A natureza humana corrupta dos juízes de Israel se aproveita desta permissão e transforma o templo em um “covil de salteadores” (Mt 21.13). Salteador era aquele bandido que assalta, nas estradas, sob violência e ameaça com armas. No Brasil, este tipo de crime dá no mínimo 5 anos de cadeia.
Mas tudo ali era “vendido” como se fosse uma facilidade. As autoridades usavam destas circunstâncias para enriquecerem.
Muitos de nossos cultos hoje são puramente apelos marqueteiros. Cada vez mais muitas comunidades usam e abusam de recursos técnico para tornar o culto “agradável aos olhos” (Gn 3.6), todavia, tão longe da verdadeira doutrina, do verdadeiro culto e da verdadeira adoração.
Em um artigo sobre o fenômeno de protestantes se convertendo ao catolicismo, lemos:
“Transtorno do Déficit de Santidade". Esse distúrbio é provavelmente tão familiar para muitos de nós que não necessita de uma exposição prolongada. É um fato claro que poucas e preciosas de nossas igrejas protestantes dão a seus adoradores uma sensação de estar na presença do Santo, um sentimento de ascender à presença do Todo-Poderoso e cair diante do Seu trono para gritar: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas” (Ap 4.11).(...) Eventualmente, nos acostumamos tanto à noção chocante que um Deus Santo podia perdoar pecadores imundos que esquecemos de que havia algo particularmente estranho nisso. Certamente, como ensina a teologia moderna, uma vez que Deus é amor, Ele ama a presença de Suas criaturas, por mais manchadas que sejam. No entanto, em vez de ficarmos confiantes diante Dele vestidos com a justiça de Cristo, passamos casualmente a ir à sua presença com shorts de ginástica e um café com leite na mão. Lembramo-nos de Hebreus 12:18: “Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade” e esquecemos de Hebreus 12: 28-29: “sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; Porque o nosso Deus é um fogo consumidor”.[1].Conclusão
Generalizando a Igreja contemporânea, transformamos o culto a Deus num espetáculo para enriquecer alguns e entreter outros. São poucas as comunidades que têm conseguido permanecer na pureza doutrinário do culto verdadeiro a Deus.
Peçamos graça e misericórdia ao Senhor Deus Pai todo poderoso, a sempre presença de Cristo em nosso meio e o poder discernidor do Espírito Santo para não sucumbirmos a tão fortes apelos, permanecendo fiéis à doutrina das Escrituras. A Bíblia e somente a Bíblia é nossa fonte de inspiração e direcionamento.
[1] https://medium.com/@victorgomes_35413/por-que-protestantes-se-convertem-a-roma-pt-2-a-psicologia-da-convers%C3%A3o-6f9ef0abef95. Acesso em 15 set. 19.

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