Introdução
Os versos finais do capítulo 4 do Evangelho João (Jo 4.43-54) nos dão duas lições fundamentais para a vida cristã: humildade e fé. Cada uma delas poderia ser tratada aqui de forma separada, mas para não estender demais nossa caminhada expositiva neste evangelho, falarei das duas.
1º lição - humildade
Quando eu era ainda um seminarista, pensei em pastorear igreja pequena porque nestas, não há grandes problemas. Ledo engano. Uma igreja pequena tem o mesmo tipo de pecador de igreja grande. Pequenas Igrejas, grandes pecadores!
Um pecado terrível é o orgulho. Aliás, dizem que o orgulho teria sido o primeiro pecado a nascer no coração de Satanás. “O orgulho precede à queda” (Pr 16.8).
Jesus nunca buscou a honra humana. Ele buscou a honra do Pai. Nós, humanos, queremos ser honrados, reconhecidos e paparicados. Buscamos a glória deste mundo. Vale lembrar que este foi um dos pontos em que Satanás tenta Jesus (Mt 4.8-10).
Jesus nunca quis ser “presidente”. Nós estamos sempre pensando nos “primeiros lugares”, Jesus, foge disto.
Não importa o número de membros de uma igreja local, se ela é rica ou pobre, se está numa metrópole ou numa cidadezinha do interior. O pecado da soberba, do orgulho, está sempre às portas.
2ª lição – fé salvadora
Sinais e maravilhas (prodígios)
Jesus fez muitos milagres. Seu objetivo era auxiliar a fé dos escolhidos para a salvação. Os milagres produziam dois efeitos nas pessoas: crença e espanto. A crença, podemos chamar assim, era o tipo de fé salvadora. A fé que de Jesus não era um mero homem, mas sim o verdadeiro Filho de Deus, o Messias prometido.
Ao espanto, podemos comprar com o que sentimos quando vemos um truque de mágica, daqueles muito bem feitos. Ficamos espantados, maravilhados, mas não chegamos a crer que o mágico seja um deus. Ainda que não consigamos explicação, e até cremos em algo “sinistro”, contudo, não cremos que este homem seja de algum modo especial.
Em certo sentido, foi o que ocorreu em muitos que viram os milagres de Jesus. Por mais que achassem espetacular, não exerciam a fé que era pedida: a de que Jesus era o Messias.
Fé é um elemento inato do ser humano. Não existem ateu no seu sentido mais absoluto. É como respirar. Nenhum ser humano consegue, por mais que faça força, para de respirar até morre asfixiado. Até podemos respirar um gás mortal e morrer, mas aí o problema não é de respirar e sim, o quê respiramos.
Fé errada
Ídolos
O pecado nos fez desviar o alvo verdadeiro de nossa fé. Uns colocam sua fé em ídolos e falsos deuses. Desde a queda até há cerca de 300 anos passados, a humanidade direcionou sua fé para ídolos dos mais variados tipos.
Foi somente a partir do século 18 que o chamado ateísmo ganha força. O ateísmo, ou materialismo, ensina que não existe divindade. Sendo assim, eles dizem que não têm fé. Mas caem no erro de sua própria argumentação. Uma vez que Deus não existe, tudo o que existe passou a existir de forma natural. Se tudo o que existe não é eterno, pois o eterno seria Deus, então é necessário muita, mas muita fé, que o nada fez o tudo existir.
É ilógico isto. Nossa mente rejeita tal afirmação pois nada é nada. Logo, nossa mente precisa, exige, que creiamos em um algo sobrenatural. Ou seja, fé.
Fé na fé
Muito comum hoje em dia. Grandes igrejas exploram este equívoco. Muitas pessoas estão na TV testemunhando que obtiveram grande milagres por causa do tamanho de sua própria fé. Ou seja, adoram, cultuam a capacidade que elas mesmas têm de ter fé.
Fé no homem
“Maldito o homem que confia no outro” (Jr 17.5). Mais sutil, porém igualmente perigosa. Quem tem este tipo de fé não nega a Jesus, mas não confia que ele irá curar, suprir a necessidade, guardar dos perigos...
Por isso, nós confiamos mais nos políticos do que em Deus. Confiamos mais na medicina do que em Deus. Confiamos mais na carteira assinada do que em Deus.
Não é errado praticar a cidadania, medicar-se e trabalhar. Errado é colocar estas coisas como prioridades, deixando as sobras para Deus.
Fé verdadeira
Fé verdadeira é aquela em que colocamos a pessoa de Jesus em primeiro lugar. É aquela que nos leva a confessar que somente seus méritos, sua morte e sofrimento é que podem me salvar da condenação eterna. Fé verdadeira é aquela que me leva a colocar tudo em segundo plano quando tenho de escolher entre ele e qualquer outra coisa.
Conclusão
Cuide muito bem destas coisas, meus irmãos: seja humilde. Mas, humildade como a de Jesus, que nunca se preocupou com reconhecimento humano. Ainda que ninguém lhe faça nenhum elogio, continue pregando o Evangelho, fazendo discípulos. Ainda que ninguém lhe diga “obrigado” ou “muito bem, parabéns”.
Cuida de sua fé. Não deixe que ela seja sutilmente direcionada para o alvo errado. Não se incline para as coisas deste mundo. Creia em Jesus e somente nele.
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1º lição - humildade
Quando eu era ainda um seminarista, pensei em pastorear igreja pequena porque nestas, não há grandes problemas. Ledo engano. Uma igreja pequena tem o mesmo tipo de pecador de igreja grande. Pequenas Igrejas, grandes pecadores!
Um pecado terrível é o orgulho. Aliás, dizem que o orgulho teria sido o primeiro pecado a nascer no coração de Satanás. “O orgulho precede à queda” (Pr 16.8).
Jesus nunca buscou a honra humana. Ele buscou a honra do Pai. Nós, humanos, queremos ser honrados, reconhecidos e paparicados. Buscamos a glória deste mundo. Vale lembrar que este foi um dos pontos em que Satanás tenta Jesus (Mt 4.8-10).
Jesus nunca quis ser “presidente”. Nós estamos sempre pensando nos “primeiros lugares”, Jesus, foge disto.
Não importa o número de membros de uma igreja local, se ela é rica ou pobre, se está numa metrópole ou numa cidadezinha do interior. O pecado da soberba, do orgulho, está sempre às portas.
2ª lição – fé salvadora
Sinais e maravilhas (prodígios)
Jesus fez muitos milagres. Seu objetivo era auxiliar a fé dos escolhidos para a salvação. Os milagres produziam dois efeitos nas pessoas: crença e espanto. A crença, podemos chamar assim, era o tipo de fé salvadora. A fé que de Jesus não era um mero homem, mas sim o verdadeiro Filho de Deus, o Messias prometido.
Ao espanto, podemos comprar com o que sentimos quando vemos um truque de mágica, daqueles muito bem feitos. Ficamos espantados, maravilhados, mas não chegamos a crer que o mágico seja um deus. Ainda que não consigamos explicação, e até cremos em algo “sinistro”, contudo, não cremos que este homem seja de algum modo especial.
Em certo sentido, foi o que ocorreu em muitos que viram os milagres de Jesus. Por mais que achassem espetacular, não exerciam a fé que era pedida: a de que Jesus era o Messias.
Fé é um elemento inato do ser humano. Não existem ateu no seu sentido mais absoluto. É como respirar. Nenhum ser humano consegue, por mais que faça força, para de respirar até morre asfixiado. Até podemos respirar um gás mortal e morrer, mas aí o problema não é de respirar e sim, o quê respiramos.
Fé errada
Ídolos
O pecado nos fez desviar o alvo verdadeiro de nossa fé. Uns colocam sua fé em ídolos e falsos deuses. Desde a queda até há cerca de 300 anos passados, a humanidade direcionou sua fé para ídolos dos mais variados tipos.
Foi somente a partir do século 18 que o chamado ateísmo ganha força. O ateísmo, ou materialismo, ensina que não existe divindade. Sendo assim, eles dizem que não têm fé. Mas caem no erro de sua própria argumentação. Uma vez que Deus não existe, tudo o que existe passou a existir de forma natural. Se tudo o que existe não é eterno, pois o eterno seria Deus, então é necessário muita, mas muita fé, que o nada fez o tudo existir.
É ilógico isto. Nossa mente rejeita tal afirmação pois nada é nada. Logo, nossa mente precisa, exige, que creiamos em um algo sobrenatural. Ou seja, fé.
Fé na fé
Muito comum hoje em dia. Grandes igrejas exploram este equívoco. Muitas pessoas estão na TV testemunhando que obtiveram grande milagres por causa do tamanho de sua própria fé. Ou seja, adoram, cultuam a capacidade que elas mesmas têm de ter fé.
Fé no homem
“Maldito o homem que confia no outro” (Jr 17.5). Mais sutil, porém igualmente perigosa. Quem tem este tipo de fé não nega a Jesus, mas não confia que ele irá curar, suprir a necessidade, guardar dos perigos...
Por isso, nós confiamos mais nos políticos do que em Deus. Confiamos mais na medicina do que em Deus. Confiamos mais na carteira assinada do que em Deus.
Não é errado praticar a cidadania, medicar-se e trabalhar. Errado é colocar estas coisas como prioridades, deixando as sobras para Deus.
Fé verdadeira
Fé verdadeira é aquela em que colocamos a pessoa de Jesus em primeiro lugar. É aquela que nos leva a confessar que somente seus méritos, sua morte e sofrimento é que podem me salvar da condenação eterna. Fé verdadeira é aquela que me leva a colocar tudo em segundo plano quando tenho de escolher entre ele e qualquer outra coisa.
Conclusão
Cuide muito bem destas coisas, meus irmãos: seja humilde. Mas, humildade como a de Jesus, que nunca se preocupou com reconhecimento humano. Ainda que ninguém lhe faça nenhum elogio, continue pregando o Evangelho, fazendo discípulos. Ainda que ninguém lhe diga “obrigado” ou “muito bem, parabéns”.
Cuida de sua fé. Não deixe que ela seja sutilmente direcionada para o alvo errado. Não se incline para as coisas deste mundo. Creia em Jesus e somente nele.
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