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Judas

Desde o início, Judas Iscariotes foi identificado como aquele que iria trair Jesus. O que ele fez foi tão horrível, que teve seu castigo quase que imediatamente aplicado. Além disso, o triunfo de Jesus, ressuscitando dos mortos, nos consolam e tiram todo o foco deste traidor. Entretanto, precisamos refletir sobre ele e o que o envolveu a fim de crescermos nos conhecimento da vontade de Deus.



O nome Judas, ironicamente, significa Deus seja louvado, Deus seja exaltado. O que ele fez, num primeiro olhar, foi detestável. Mas, se olharmos de outra forma, não é que ele foi instrumento para fazer Deus ser louvado! Foi a morte de Jesus o maior motivo de Deus ser exaltado, porque na morde de Jesus nós ganhamos a vida. Deus seja louvado!

João é o apóstolo que nos informa de seu caráter duvidoso. Estudiosos afirmam que Judas poderia ser um escriba, e também o identificam com aquele discípulo não identificado que quer seguir Jesus, registrado em Mt 8.19-20 "E um escriba, aproximando-se, disse-lhe: Mestre, eu te seguirei aonde quer que fores. Jesus lhe respondeu: As raposas têm tocas, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde descansar a cabeça".

Se admitimos esta hipótese, a resposta de Jesus a este escriba anônimo nos mostra que Jesus imediatamente identificou as reais intenções deste discípulo: fama, poder, dinheiro. Quando lemos em Jo 12.6 que ele era ladrão...

Na primeira referência a Judas no evangelho de João, lemos:
Contudo, há alguns de vocês que não creem. Pois Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair. E prosseguiu: É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai. Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. Jesus perguntou aos Doze: Vocês também não querem ir? Simão Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna. Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus. Então Jesus respondeu: Não fui eu que os escolhi, os Doze? Todavia, um de vocês é um diabo! ( Ele se referia a Judas, filho de Simão Iscariotes, que, embora fosse um dos Doze, mais tarde haveria de traí-lo). - João 6:64-71.
O texto em negrito é muito claro. Ninguém pode ser discípulo real de Jesus se esta pessoa não for enviada pelo Pai. Assim, não é que o homem que escolhe a Deus, mas Deus quem escolhe o homem. Muitos seguiram Jesus. Muitos se tornaram discípulos de Jesus. Mas somente aqueles que o Pai escolheu de antemão e pessoalmente ofereceu ao Filho, é que de fato permanecem.

"Muitos são chamados, mas poucos escolhidos". Esta realidade é mal compreendida por boa parte da cristandade atual. Somos levados a pensar que qualquer frequentador de cultos, da igreja, é um discípulo. O caso Judas nos mostra que não é verdade. Aliás, Jesus alertou sobre joio e trigo convivendo juntos até o dia do juízo.

Jesus permitiu que Judas participasse de tudo o que quis. Ele foi inclusive contado entre os doze. Mas ele nunca foi um crente verdadeiro. Inclusive, é uma interpretação perfeitamente possível a que entende que Judas não tenha participado da Santa Ceia. Segundo João, todos participam da refeição pascal, mas da ceia propriamente dita, ele sai antes (Jo 13.30).

Aplicação

1 Judas não foi escolhido para trair.
Quando falamos em eleição e livre-arbítrio, precisamos sempre nos lembrar de uma coisa: a mente humana é incapaz harmonizar estas duas doutrinas. A Bíblia tanto fala do arbítrio humano quanto da soberania divina. Mas ela não tenta harmonizar. Este esforço humano pode até ser louvável, mas sem uma revelação divina, não chegaremos jamais a uma resposta satisfatória.

Precismos nos contentar com que o que está revelado. O que não conseguimos harmonizar, deixemos para quando Jesus nos levar para a Glória. O que está posto é que Judas foi totalmente responsável pelas escolhas que fez em trais Jesus. Ele nunca, mas nunca mesmo, foi um convertido.

2 Judas não era melhor nem pior do que qualquer um de nós.
Na Bíblia mesmo temos um exemplo. Pedro traiu Jesus tal qual Judas, apesar de os métodos terem sido distintos. Quando Pedro nega Jesus, ele estava tão perto de Jesus que, de madrugada, a pouco luz, foi capaz de ver quando Cristo olha para ele (Lc 22.61).

Todos os seres humanos já fizeram suas escolhas: rejeitamos a Deus. Em Adão, todos nós escolhemos fugir da presença e do confronto com o Criador. Sendo assim, todos estamos mortos, no Hades, no mundo dos mortos, separados eternamente de Deus. E, enganados por Satanás, juramos de pé juntos que este é o melhor. De uma certa forma, todos dizemos: não precisamos de Deus.

Em sua misericórdia, Deus nos vivifica. Sequestra-nos, contra a vontade, do império das trevas e nos transporta pra o reino do filho do seu amor (Cl 1.13). Estes, que são dados como presentes a Jesus, ele, o próprio Jesus dá a sua vida para garantir que nuca se percam.

Pedro não se enforca, como Judas, porque Jesus intercedeu por ele. "Simão, Simão, Satanás vos pediu para peneirá-los como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não esmoreça" (Lc 22.31,32).

Conclusão

Jesus morreu para dar garantias de que aqueles a quem Deus amou e escolheu pudessem compreender o evangelho, arrepender de seus pecados e confessar Jesus como o Senhor. Você, que hoje lê este texto, entende que é um pecador miserável e que precisa de Jesus para ser salvo? Se você entende este apelo, é porque o Pai, pelo poder do Espírito Santo o convence desta realidade. Confesse agora que você confia unicamente em Cristo. Que entende que sem a morte substituta dele na cruz jamais poderá ser justo diante de Deus. Ore pedido perdão e aceite em humildade que sem ele, Jesus, você é totalmente incapaz. Fazendo isto, você será salvo.












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