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A decisão de matar Jesus - João 11.44-57

Imediatamente após a ressurreição de Lázaro, Jesus sai de cena, para evitar o ódio dos judeus. Ao saberem do milagre, a decisão de matar Jesus é formalmente definida pelo líder maior do povo: Caifás. 

Muitos dos judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que Jesus havia feito, creram nele. Outros, porém, foram até os fariseus e lhes contaram o que Jesus havia feito. Então os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio e disseram: — O que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação. Mas um deles, Caifás, que era sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: — Vocês não sabem nada, nem entendem que é melhor para vocês que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação. Ora, Caifás não disse isto por conta própria, mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos. Desde aquele dia, resolveram matar Jesus. Assim sendo, Jesus já não andava publicamente entre os judeus, mas retirou-se para uma região vizinha ao deserto, para uma cidade chamada Efraim, onde permaneceu com os discípulos. Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região foram a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. Lá, procuravam Jesus e, estando eles no templo, diziam uns aos outros: — O que vocês acham? Ele não virá à festa? Ora, os principais sacerdotes e os fariseus haviam ordenado que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, para que pudessem prendê-lo.

João 11.45-57 encerra o capítulo resumindo o que ocorreu até o início da última Páscoa de Jesus. Após a ressurreição de Lázaro, Jesus se afasta por um período de tempo que não sabemos de quantos dias, para então retornar a Jerusalém na semana da celebração da festa maior dos judeus.

No verso 45 diz que muitos creram em Jesus. Conforme já dissemos, crer que Jesus é o Messias não é exatamente ter a experiência de salvação. Se chamarmos isto de fé salvadora, então é possível ter duas fés: uma é a que entende racionalmente que Deus existe; outra é a que aceita que Jesus como salvador. 

Tiago nos fala que os demônios creem e não obedecem a Jesus. Obedecer aqui é no sentido de aceitar livremente o senhorio dele. Assim são os muitos religiosos, inclusive e especialmente os crentes. Creem que Jesus é Deus. Creem que Jesus morreu na cruz e ressuscitou. Mas não creem nele como único e suficiente salvador.

Todavia, no verso 47 se diz que outros foram contar aos principais líderes. Veja você que nem mesmo o milagre da ressurreição de um morto de 4 dias foi suficiente para amolecer o coração deles. Isto prova-no o tamanho do efeito da queda! Por isso que dizemos não poder confiar na bondade humana. Por isso a doutrina reformada enfatiza tanto o quanto o ser humano é corrupto e propenso a se afastar de Deus.

É por isso que a doutrina reformada enfatiza que o novo nascimento jamais poderá ser algo que tem início no coração humano. Como Lázaro, todos nós estamos mortos e cheiramos mal. Até que Jesus diga: "Venha até mim".

Eu sei que você que está aqui hoje crê em Jesus como filho de Deus, como aquele que pode fazer o mais incrível milagre. Mas, se porventura ainda não convidou Jesus para morar e reinar em seu coração, faça isto agora. Somente quando confessamos e assentimos que ele seja Senhor em nossas vidas é que poderemos experimentar a transformação produzida pelo novo nascimento.

A seguir, Caifás, o sumo sacerdote faz uma profecia. João é ambíguo. Para mim, parece que este sacerdote faz um ironia. Conhecedor das Escrituras, ele sabia que o Cristo morreria pela nação. Duas são as possibilidades, a meu ver, de o sacerdote lembrar o fato. 

A primeira era que se Jesus continuasse seu ministério, ele se tornaria tão popular que o todos os do povo o seguiriam. A crença popular, ou a esperança deles, era de que o Cristo seria como Davi, um guerreiro que mataria todos os inimigos e restauraria a monarquia davídica. Aqueles líderes perderiam a fama de cabeças de Israel.

A segunda, Caifás sabia que uma revolta contra o exército romano seria fatal. A fidelidade deles ao Imperador garantia a estes vaidosos, gananciosos e egoístas "pastores" de Israel um pouco de autonomia e prestígio. Uma revolta seria sufocada por Roma e Caifás e sua turma perderiam as regalias.

Qualquer que fosse a intenção de Caifás, o certo é que ele não pensava altruisticamente nas pessoas, mas, egoisticamente em seu próprio bem estar. O sacerdote então sugere que Jesus seja morto para salvar o mundinho deles. Eles se sentiam os "donos" da nação. Então... matemos esse tal Jesus para salvar a "nossa" nação.

A ironia é que Caifás, pensando em resolver seu problema mesquinho e egoísta, estava assim cumprindo as Escrituras. "O Diabo, e o Diabo de Deus". Satanás também pensou que matando Jesus estaria livre de Deus. O que ele não sabia é que matando Jesus ele estava cometendo suicídio.

João acrescenta que ao morrer (v. 52) Jesus unifica os dois povos: judeus e gentios. Dos dois, fez um, a Igreja. Por isso acho que o correto é pensamos que Deus tem um só povo. Não existe mais esse negócio de Igreja e Israel. O que eu vejo nas evidências das Escrituras, como neste texto, é que Deus trata e tratará da Igreja. Se um judeu é convertido, ele é como qualquer crente de qualquer nacionalidade. Se um judeu não se converte, ele não terá tratamento especial no futuro. A Igreja é o Israel de Deus na era pós Cristo. 

Nós versos finais João relata que Jesus se ausenta para Efraim, para evitar tumulto, e irá voltar a Jerusalém por ocasião da última páscoa.

Concluímos com as seguintes lições práticas:

1- Nós precisamos reconhecer que todos somos terrivelmente pecadores. A graça e somente a graça de Deus manifestada em Jesus é o que nos faz ressurgir para a nova vida. Para o novo nascimento, eu preciso manifestar arrependimento e confessar Jesus como meu Senhor. Sem isso, não há salvação.

2- Jesus morreu pelos seus. Jesus morreu por todos aqueles que o Pai desejou salvar. Todos os méritos são dele. A ele toda honra e toda glória.

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