O termo fobia vem do grego e significa medo, pavor. Entretanto, quando aglutinada a outras palavras, ganha o sentido de ódio. Esse ódio, essa aversão, não tem razão objetiva, sendo fruto de mero preconceito ou intolerância.
Assim, xenofobia entende-se por ódio contra estrangeiros; homofobia, ódio contra homossexuais, e assim por diante.
Dentre todas estas fobias, sem dúvida que a mais cruel de todas é a Cristofobia.
A Cristofobia inicia-se contra o próprio Cristo, quando as lideranças judaicas do primeiro século fizeram de tudo para o matar.
Caluniaram, difamaram, ameaçaram e, por fim, puseram em prática um plano sórdido que envolveu traição, conspiração, politicagem, distorção da lei.
Jesus deu todas as provas exigidas na Lei para mostrar que ele era o Cristo, o Messias profetizado desde o Gênesis.
Jesus não descumpriu nenhuma vírgula da Lei original, aquela dada diretamente por Deus a Moisés.
Jesus realizou obras que demonstraram o amor e a misericórdia. Ele curou, alimentou, ensinou, libertou e até trouxe mortos de volta a vida. Tudo isso aos olhos de milhares de testemunhas.
Nada disto foi capaz de aplacar a fobia das autoridades contra Jesus. Por isso mesmo, estas obras são a prova inequívoca e inquestionável contra tais autoridades. Tais obras provam que o que eles fizeram, foi por puro ódio.
Amigo do meu inimigo, é meu inimigo
Há um ditado que diz: amigo de meu inimigo é meu amigo. No caso de Jesus há uma inversão. Os amigos de Jesus são igualmente odiados pelo simples fato de serem amigos de Jesus.
O Mestre está alertando seus discípulos, agora chamados de amigos, que seriam alvos de Cristofobia. O único motivo para serem alvos do ódio seria a confissão de que são discípulos dele.
Desde a assunção de Jesus, a Igreja passou a ser perseguida. É verdade que algumas vezes mais intensa, outras menos. Mas, sempre houve perseguição.
Na verdade, até hoje o grau de perseguição é diretamente proporcional ao grau de aproximação com Cristo.
Quanto mais amigos do mundo, menos perseguição, mais popularidade e aceitação por parte do mundo. E o inverso é verdadeiro. A Cristofobia, então, pode ser vista como um termômetro que mede a espiritualidade, a santidade, a conformidade à palavra, de uma Igreja ou um crente.
Cristofobia é necessária
De acordo com as palavras de Jesus em Jo 15.18,19, podemos ver que a cristofobia é necessária.
Por necessária entenda-se inevitável, por se tratar de um profecia de Jesus. Também por ser uma questão de natureza.
É da natureza da água apagar o fogo. É da natureza pecaminosa odiar a Cristo e sua Palavra, porque a Palavra de Cristo expõe e condena o pecado.
Desta forma, mesmo que uma pessoa não seja um crente verdadeiro, mas se ele falar o que é a Palavra, ele é odiado.
Exemplo: o aborto é pecado. A Palavra de Jesus condena o aborto. Se uma pessoa fala contra o aborto, ela é odiada, mesmo que não seja cristã. O ódio não é contra os seres humanos, mas contra Cristo.
Por outro lado, quando um crente ou líderes cristãos, como pastores e padres, quando pregam a favor da prática homossexual, liberação de drogas ou descriminalização do aborto são consideradas politicamente corretos, são aceitos e paparicados.
Medo do sofrimento
Muitos crentes sinceros acabam sucumbindo às pressões do mundo. Acabam aceitando não pregar contra o pecado porque o mundo os odeia e persegue.
Vivemos a geração mi-mi-mi. Pessoas têm medo de sofrer. Medo de dor. Estamos mal acostumados com analgésicos e anestésico. Foi-se o tempo em que as mulheres se gabavam das dores de parto. E os homens de desinfectarem as feridas com pólvora e fogo.
Não temos o costume do sofrimento causados pelo esforço. Tudo hoje é controle remoto, máquinas e robôs.
Foi-se o tempo da igreja que se gabava de ter sofrido perseguição por amor a Cristo. Retiraram-se pois da presença do sinédrio, regozijando-se de terem sido julgados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus (At 5.41).
Conclusão
Qualquer pessoa que se torna amigo de Cristo, será odiada pelo mundo. Este ódio trará a ela sofrimentos e perseguição. Não devemos temer estas consequências.
Em todas as situações, nossa oração deveria ser como a do próprio Jesus: se possível passa de mim este sofrimento, contudo, não seja como eu quero mas sim com tu queres.
Estejamos certos de que temos um Consolador. Consolador é aquele que consola e conforta, não necessariamente retira a dor.
Mais vale, sendo assim, sofrer com Cristo, temporariamente neste mundo, do que ter paz agora e sofrimento eterno sem ele, na eternidade vindoura.


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