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Não adorarás imagens de esculturas


Introdução

O primeiro mandamento orienta a ter uma fé sincera no Deus verdadeiro e único, sendo esta fé exclusiva e absoluta. O segundo, como consequência, orienta o modo ativo de exercer a fé. Os dois primeiros, tomados juntos, nos revelam o jeito certo de prestar culto tanto intencionalmente como ativamente.

Não faça para você imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não adore essas coisas, nem preste culto a elas, porque eu, o Senhor, seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, mas faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos (Êxodo 20.4-6).

Não fazer nenhuma representação material de Deus.

Deus e espírito e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. Nenhuma, absolutamente nenhuma imagem da criação poderia representar muito menos substituir o Criador.

Quando o povo recém-saído do Egito (Êxodo 34) fica sem a presença do líder Moisés, eles fazem um bezerro de ouro e prestam-lhe culto. A imagem não representava um outro deus qualquer. Para eles, o bezerro seria o próprio YAVÉ.

Em sua presciência e providência, Deus dá o segundo mandamento para que fique claro que não devem criar substitutos com a finalidade de adoração.

Deus exige como devemos adorá-lo

Não podemos cultuar a Deus do jeito que nós escolhemos adorar. Deus é quem escolhe como ele quer ser adorado. Na relação de dependência, é o homem que tem a necessidade de adorar e não Deus a necessidade de se adorado. Ele é autossuficiente e autoexistente. Nós, porém, precisamos de exercer adoração tanto quanto precisamos de oxigênio. Deus, sem nós, simplesmente existe. Nós, sem Deus, não temos existência. Se Deus é (SER), nós, não-é (Não-É).

O segundo mandamento é uma proteção

Deus sabe que o coração do homem é inclinado à idolatria. Não deixar claro o que nos é proibido fazer, nossa natureza pecaminosa nos inclinará a fazer o errado. Nenhum pai ensina o filho a colocar o dedinho na tomada; elas já nascem “sabendo” fazer isso.

Mais do que um capricho divino, o segundo mandamento é uma proteção. É como a mãe que impede o filho de beber um leite venenoso. Ela não o proíbe por ser má. Muito pelo contrário, ela o proíbe por amá-lo. A proibição não é por capricho, mas sim por proteção.

Maldição hereditária?

E certo sentido, os filhos sofrem as consequências dos erros dos pais. A idolatria é um seríssimo pecado contra Deus. Porém, o Senhor, em sua misericórdia esta prometendo que se os pais abandonarem a idolatria que aprenderam no Egito, e seguirem fielmente o mandamento segundo, as misericórdias do Senhor se estenderão par muitas gerações.

O que Deus está falando é que é muito mais lucrativo obedecer do que ceder à tentação de cultuar imagens, como foi o que sempre viram no Egito.

O que o segundo mandamento não proíbe

Nenhuma igreja protestante (evangélica) possui imagem ou pinturas que representem os santos do passado. Quando muito, apenas uma cruz vazia. Se é verdade que o catolicismo, em grande parte, passou a prestar cultos a imagens e relíquias, por outro lado, o segundo mandamento não proíbe se fazer tais representações. “O que ele proíbe é atribuir a qualquer objeto eficácia espiritual, como se os artefatos feitos por homens pudessem nos aproximar de Deus, representá-lo ou estabelecer comunhão com ele”[1]

Deus nos dá a liberdade de utilizarmos das imagens como forma de comunicar o evangelho. Fazemos usos de imagens em livros infantis. Particularmente acho o presépio uma excelente estratégia para falar do nascimento de Cristo, ou mesmo as representações da paixão de Cristo, na semana santa, ferramentas excelentes para trazer à memória o quanto nosso Senhor Jesus sofreu por nós. O que o mandamento proíbe é prestar culto tais representações.

A fé vem pelo ouvir

Todavia, o perigo de se usar imagens para comunicar o evangelho é como o perigo de alguém que consome álcool moderada e socialmente vir a se tornar um dependente do álcool. Jesus é o Logos, a Palavra; Deus criou tudo o que existe por meio da palavra. Os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade.

Conclusão

Vimos que o segundo mandamento complementa o primeiro no sentido de regular como devemos prestar culto a Deus. A proibição explícita de não criar ou fazer representações de qualquer natureza, da pessoa de Deus, tem a finalidade de nos proteger de tropeçar e cair na idolatria.



[1] DeYOUNG, K. Os 10 mandamento. Vida Nova. São Paulo, 2020

Os Dez Mandamentos, por Spagnoletto,1638 
https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/4/4c/Moses041.jpg/320px-Moses041.jpg

 

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