Deus é injusto? Poderia Deus estar cometendo um engano ao punir o pecador? Como Deus pode ser justo e misericordioso ao mesmo tempo, a ponto de, na sua justiça ter de condenar o pecador, mas em seu amor e misericórdia salvar este mesmo pecador? E como Deus pode ser justo se os seus adoradores ainda praticam pecados?
Leiamos o capítulo 3 de Romanos e depois voltemos aqui para refletir e aplicar na prática os princípios deste capítulo.
- Dois povos: judeus e gentios
- O decálogo vale para os dois
- Deus se revela aos dois (geral e particular)
- Ambos pecaram e estão debaixo de julgamento
- Ambos não têm desculpas
- Ambos são alvos do amor e misericórdia
- Ambos são salvos pela fé
- A dualidade da raça humana:
- Conservadores
- Aqueles que obedecem ao decálogo
- Judeu e gentio espiritualmente falando
- Aqueles que obedecem ao decálogo
- Progressistas
- Aqueles que querem anular ou minimizar o decálogo
- Judeu e gentio fisicamente falando
- Aqueles que querem anular ou minimizar o decálogo
- Conservadores
Paulo inicia o capítulo 3 interrogando que, se os judeus são tão pecadores quanto os gentios, qual a vantagem deles?
Aos judeus foram confiados a verdade verdadeira sobre Deus. Foram escolhidos para tornar conhecida a revelação especial da pessoa divina. Eles eram a voz de Deus no mundo. Mesmo sendo o oráculo de Deus, eles foram infiéis ao não praticarem o que pregavam. Isso faz Deus igualmente infiel? Absolutamente não.
Há uma foto muito conhecida de Hitler saindo de uma igreja. Se Hitler era mau e se Hitler era cristão, logo o Deus cristão não presta. ERRADO!
Primeira lição prática: muitos cristãos cometem erros gravíssimo. É verdade que estes testemunhos contribuem muito para envergonhar o nome de Cristo. Mas não é Jesus ou o seu evangelho o problema. Deus é santo, justo e bom apesar de seus discípulos ainda pecarem.
Segunda lição prática: os cristãos devem tomar todo o cuidado para não pecarem. "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1Jo 1.8,9).
Deus é bom apesar da maldade humana 3.3-8
Era notório que a salvação é pela fé e não pela capacidade de ser justo. Quando Paulo escreve a carta, todos na Igreja em Roma tinham consolidado o ensino de que somos salvos pela fé e não pelas obras. Em Rm 1.17 o apóstolo disse: “o justo viverá (vida eterna) pela fé”.
Parece que alguns estariam distorcendo intencionalmente as palavras do apóstolo como o seguinte argumento:
Paulo diz que nossos pecados evidenciam a misericórdia de Deus. Quanto mais uma pessoa peca, mais Deus é exaltado. Assim, é melhor pecar mais para que Deus seja ainda mais exaltado. Se o meu pecado beneficia a Deus, ele seria injusto por me punir em algo em que Ele leva vantagem. Deus é injusto ao punir o pecador.
Este raciocínio está totalmente equivocado. Imagine uma pessoa que cometeu uma progressão de crimes. Fez uma calúnia, traição, furto, roubo e por fim, assassinato. Imagine que a cada um deles, o juiz considerando que ele seria coitadinho, pobre, tem endereço fixo, faz parte de uma minoria etc., agiu com pena e não o mandou para cadeia. Até que em seu último crime, o juiz o condena não apenas por este, mas por todos os demais. Isto não faz o juiz ser injusto. Nem quando o deixou solto nem quando o condenou.
De novo: a humanidade inteira é pecadora
Nos versos 9 a 20 Paulo lista longa e dura que reforça e diz de novo o quanto toda a raça humana, judeus e gentios, é merecedora da punição eterna. A conclusão é óbvia: ninguém merece a salvação. Todos, absolutamente todos os seres humanos, merecem a morte.
A solução divina
Nos versos finais, 21-31, é revelado a solução proposta por Deus. Uma nova lei é estabelecida. Jesus é dado como substituto ao pecador. Deus condena o meu pecado na pessoa de Jesus. Assim, legalmente, Deus aplica sua graça e misericórdia a mim, e pune o meu pecado em Jesus.
Terceira lição prática: ainda que você não entenda perfeitamente a operosidade da fé, o texto deixa claro que é pela fé em Jesus que somos salvos. Creia em Cristo e confesse-o como seu único Senhor e Salvador. Se fizer isso, você será salvo.
Conclusão
A conclusão é que em Jesus eu sou salvo, o que tira completa e absolutamente qualquer possibilidade de arrogante mérito pessoal. Tanto judeus como gentios são salvos pela e através da fé.
Deus deu uma única lei para todos: os 10 mandamentos. Deus escolheu um povo, os judeus, para proclamarem esta lei. Ninguém conseguiu obedecer e por isso todos foram condenados. Em sua misericórdia, Deus resolver estabelecer outra lei: a lei da fé.
A lei dá fé salva da morte eterna todo aquele que a pratica. Se ninguém consegue deixar de praticar o que a lei das obras proíbe. Diferentemente, qualquer um consegue praticar a lei da fé para que viva. A lei das obras mata; a lei da fé ressuscita.
A pergunta é: fé em quê? É isso que veremos a partir do capítulo quatro.
Img: Saint Paul, Rembrandt van Rijn (and Workshop?), c. 1657, in encurtador.com.br/cCFT2


0 Comentários
Não use palavras ofensivas.