Introdução
O capítulo 5 de Romanos termina com a revelação de Cristo nos libertando do senhorio de Satanás (o pecado). No capítulo 6 vemos dois fatos: (a) O pecado perdeu seu efeito mortal em nós, por isso somos livres para pecar? Não! (b) A melhor decisão é permanecer como escravo.
E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum! Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação. Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.[1]
A natureza pecaminosa ainda nos domina
Ao concluir no verso 14 que o pecado não nos governa, não nos domina, Paulo está dizendo que o poder de morte do pecado perde o efeito pois sobre nós paira a graça de Deus. Isto não quer dizer que deixaremos de ser pecadores. No final do capítulo 7 ele trará à tona este dilema. O que Paulo está afirmando é que justamente pelo fato de o efeito de morte eterna do pecado ter sido cancelado em Cristo, é aí que devemos ainda mais abandonar os atos pecaminosos.
Nós voluntariamente nos entregamos como escravos ao pecado. Usamos nosso livre-arbítrio para pecar. E qual o resultado: morte. Graciosa e misericordiosamente Deus nos liberta da escravidão do pecado. E o que somos convidados a fazer agora? Oferecermo-nos para sermos escravos da justiça.
O que o pecado oferece como recompensa para aquele que se oferece como seu servo? Morte! E nós aceitamos de bom grado. Agora, o que Deus oferece como recompensa para aquele que se oferece como servo de Cristo? Vida eterna!
Então, não seria esperado que nos dedicássemos com todo empenho na prática do que é obra de justiça, abandonando todo tipo de prática que é pecaminosa, ou que ainda que seja “neutra”, tem potencial para levar ao pecado, tal como glutonaria e embriaguez?
Infelizmente não estamos preparados para desfrutar da liberdade plena. Por causa da natureza pecaminosa, muitas vezes precisamos de proibições porque não temos a capacidade de lidar com a liberdade. Quando o próprio Paulo afirma que Cristo nos libertou e que todas as coisas nos são lícitas, aqui ele precisa orientar que devemos usar nossa liberdade plena para nos oferecemos como escravos. De novo. Só que agora, escravos de Cristo. Só e somente só na condição de escravos de Cristo poderemos progredir na santificação.
Por quê? Porque a recompensa do pecado é morte eterna. A recompensa dos escravos de Cristo é a vida eterna.
Conclusão
A melhor decisão para o homem é nunca deixar de ser escravo, mas sim, escolher o melhor Senhor. A mais plena liberdade é quando uma pessoa escolher ser escrava de Cristo. Neste sentido, o melhor uso do livre-arbítrio humano é escolher abdicar de sua liberdade e tornar-se escravo de Cristo. Eu te convido a tomar esta decisão hoje, agora.
[1] Almeida Revista e Atualizada. (1993). (Rm 6.15–23). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Img: Saint Paul, Rembrandt van Rijn (and Workshop?), c. 1657, in encurtador.com.br/cCFT2


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