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Tudo vai bem para quem ama a Deus - Rm 8.26-30

Em Romanos 8.1-17 vemos que o Espírito Santo nos livra da morte eterna quando nos revela Jesus. Contudo, enquanto ainda estivermos neste mundo, tanto a natureza quanto os homens gemem de angústias por causa dos efeitos do pecado ainda presentes. Nos versos de 26 a 30 veremos que o Espírito Santo também geme por nós e que as causas dos gemidos cooperam para a nossa santificação e, por fim, nossa glorificação.

Da mesma maneira, também o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. Porque não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Pois aqueles que Deus de antemão conheceu ele também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou. (Rm 8.26-30 - NAA)

Ainda somos fracos (26,27)

Fraqueza aqui se refere à natureza pecaminoso. Por causa do pecado, mesmo as nossas mais puras intenções podem estar carregadas de egoísmo. Necessitamos da pureza que só o Espírito Santo possui para orar a Deus. Jesus é o homem perfeito que em tudo cumpriu a vontade do Pai. Assim, o Espírito Santo intercede por nós aqui na terra e Jesus o faz no céu.

Mas o Espírito nos faz fortes (28)

Para mim, nenhum outro texto expressa consolo de forma tão perfeita quanto o verso 28. A mais dura adversidade, quando olhada com a lente deste versículo se torna suportável porque nos traz a convicção do controle e o propósito divino.

O termo sabemos expressa o conhecimento pela experiência. Olhando para toda a história de Israel, Paulo conclui que tudo conspirou para o bem daqueles que amam a Deus. E só ama a Deus aqueles a quem ele chamou (Nós o amamos porque ele nos amou primeiro – 1Jo 4.19).

Além disso, a este que são chamados, o são com um propósito específico. Cristo foi predestinado pelo Pai com um propósito específico: a salvação dos amados de Deus através da morte de cruz. Assim, sabemos que a morte de Jesus não foi um acidente. Ela estava predeterminada pelo Pai.

Deus tem um propósito específico para cada um de nós. Nem sempre temos a compreensão total deste propósito. Além disso, a nossa natureza pecaminosa conspira contra nós para nos fazer desistir. E até o próprio Satanás trabalha para isto. Ele tentou inclusive a Jesus, para demovê-lo da vontade de Deus (Mt 4.1-11).

Em nosso caso, até mesmos nossos pecados e tropeços podem ser tornados de alguma utilidade a fim de que a glória de Deus seja enaltecida. Isto não é incentivo ao pecado, mas é para constatar que “onde abundou o pecado, superabundou a graça”.

Note que o verso 28 diz que tudo coopera para o bem daqueles que são chamados. A pergunta é: quem são os chamados?

O verso 30 responde que os chamados são aqueles que foram predestinados. Assim, a predestinação vem antes do chamado.

Contudo, precisamos voltar ao verso 29, que explica quem são os predestinados: aqueles que são conhecidos de antemão.

A Ordem da salvação (29,30)

Fica, desta forma, muito claro que o apóstolo Paulo nos apresenta uma ordenação aqui:

  • Eleição (Predestinação)
  • Chamado
  • Regeneração
  • Conversão
  • Justificação
  • Adoção
  • Santificação
  • Perseverança
  • Glorificação

Conclusão

O crente, aquele que ama a Deus, poder ter a segurança, o conforto e o consolo que tudo conspira para o seu bem. É bem verdade que por algum tempo não conseguimos compreender, especialmente diante dos sofrimentos, como isto pode ser para o nosso bem. Entretanto, mais cedo ou mais tarde nós compreenderemos.

Desta forma, em todo o tempo e o tempo todo nos glorificamos a Deus e sempre o rendemos graças, pois “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.


Img: Saint Paul, Rembrandt van Rijn (and Workshop?), c. 1657, in  encurtador.com.br/cCFT2

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