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Segunda-Feira Santa

No dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa. Aproximando-se dela, nada achou, a não ser folhas; porque não era tempo de figos.  Então Jesus disse à figueira:

 — Nunca mais alguém coma dos seus frutos! 

E os discípulos de Jesus ouviram isto.  E foram para Jerusalém. Quando Jesus entrou no templo, começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas,  e não permitia que alguém atravessasse o templo carregando algum objeto. Também os ensinava e dizia: 


— Não é isso que está escrito: “A minha casa será chamada ‘Casa de Oração’ para todas as nações”? Mas vocês fizeram dela um covil de salteadores.

Diariamente, Jesus ensinava no templo. Os principais sacerdotes, os escribas e os maiorais do povo procuravam tirar-lhe a vida,  mas não achavam uma forma de fazer isso, porque todo o povo, ao ouvi-lo, era cativado por ele. 


Ora, entre os que foram para adorar durante a festa, havia alguns gregos.  Estes se dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e lhe pediram: 

— Senhor, queremos ver Jesus.  

Filipe foi dizê-lo a André, e André e Filipe o comunicaram a Jesus.  Então Jesus se dirigiu a eles, dizendo: 

— É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. Em verdade, em verdade lhes digo: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.  Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo irá preservá-la para a vida eterna. Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.  Agora a minha alma está angustiada, e o que direi? “Pai, salva-me desta hora”? Não, pois foi precisamente com este propósito que eu vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome.

 Então veio uma voz do céu: 

Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.  

A multidão que ali estava e que ouviu aquela voz dizia ter havido um trovão. Outros diziam: 

— Foi um anjo que lhe falou.  

Então Jesus explicou: 

— Não foi por minha causa que veio esta voz, e sim por causa de vocês. Chegou o momento de este mundo ser julgado, e agora o seu príncipe será expulso.  E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim.  

Ele dizia isto, significando com que tipo de morte estava para morrer.  A multidão disse: 

— Nós ouvimos da Lei que o Cristo permanece para sempre. Como, então, você diz que é necessário que o Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem?

Jesus respondeu: 

— Ainda por um pouco a luz está com vocês. Andem enquanto vocês têm a luz, para que não sejam surpreendidos pelas trevas. E quem anda nas trevas não sabe para onde vai.  Enquanto vocês têm a luz, creiam na luz, para que se tornem filhos da luz. 

Depois de dizer isso, Jesus foi embora e ocultou-se deles. E, embora tivesse feito tantos sinais na presença deles, não creram nele,  para se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: ​“Senhor, quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor?” ​ Por isso, não podiam crer, porque Isaías disse ainda: ​ “Cegou os olhos deles e endureceu-lhes o coração, para que não vejam com os olhos, nem entendam com o coração, e se convertam, e sejam por mim curados.” ​ Isaías disse isso porque viu a glória dele e falou a respeito dele.  No entanto, muitos dentre as próprias autoridades creram em Jesus, mas, por causa dos fariseus, não o confessavam, para não serem expulsos da sinagoga.  Porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de Deus.  

E Jesus clamou, dizendo: 

— Quem crê em mim crê não em mim, mas naquele que me enviou. E quem vê a mim vê aquele que me enviou.  Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.  Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo. Porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.  Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que falei, essa o julgará no último dia.  Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me ordenou o que dizer e o que anunciar.  E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, as coisas que eu digo, digo exatamente assim como o Pai me falou. 

Em vindo a tarde, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 



Marcos 11.12-17; Lucas 19.47-48; João 12.20-50; Marcos 11.19
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