E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por meio dos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.
Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos.
Pedro e João estavam se dirigindo ao templo para a oração das três horas da tarde. Estava sendo levado um homem, coxo de nascença, que diariamente era colocado à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmolas aos que entravam.
Quando ele viu Pedro e João, que iam entrar no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse:
— Olhe para nós!
Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa.
Pedro, porém, lhe disse:
— Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso lhe dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levante-se e ande!
E, pegando na mão direita do homem, ajudou-o a se levantar. Imediatamente os seus pés e tornozelos se firmaram; e, dando um salto, ficou em pé, começou a andar e entrou com eles no templo, pulando e louvando a Deus. Todo o povo viu o homem andando e louvando a Deus, e reconheceram que ele era o mesmo que pedia esmolas, assentado à Porta Formosa do templo; e ficaram muito admirados e espantados com o que lhe tinha acontecido.

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