Introdução
A narração da promessa e cumprimento do nascimento de Isaque e o pedido de Deus para que Abraão sacrificasse este filho nos ensinam as bases fundamentais da certeza da salvação: a fé e o sacrifício vicário de Cristo.
Na teologia cristã, a salvação é exclusivamente alcançada pela fé nos méritos de Cristo. Cerca de dois mil anos antes do Calvário, Deus diz que é exatamente assim que ele procederá. A vida de Abraão é a própria mensagem de Deus ao seu povo.
15 Disse também Deus a Abraão: A Sarai, tua mulher, já não lhe chamarás Sarai, porém Sara. 16 Abençoá-la-ei e dela te darei um filho; sim, eu a abençoarei, e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela. 17 Então, se prostrou Abraão, rosto em terra, e se riu, e disse consigo: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara com seus noventa anos? 21 A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sara te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano.
1 Apareceu o SENHOR a Abraão (...). 2Levantou ele os olhos, olhou, e eis três homens de pé em frente dele. Vendo-os, correu da porta da tenda ao seu encontro, prostrou-se em terra. 9Então, lhe perguntaram: Sara, tua mulher, onde está? Ele respondeu: Está aí na tenda. 10Disse um deles: Certamente voltarei a ti, daqui a um ano; e Sara, tua mulher, dará à luz um filho. Sara o estava escutando, à porta da tenda, atrás dele. 11 Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade; e a Sara já lhe havia cessado o costume das mulheres. 12 Riu-se, pois, Sara no seu íntimo, dizendo consigo mesma: Depois de velha, e velho também o meu senhor, terei ainda prazer? 13Disse o SENHOR a Abraão: Por que se riu Sara, dizendo: Será verdade que darei ainda à luz, sendo velha? 14Acaso, para o SENHOR há coisa demasiadamente difícil? Daqui a um ano, neste mesmo tempo, voltarei a ti, e Sara terá um filho. 15Então, Sara, receosa, o negou, dizendo: Não me ri. Ele, porém, disse: Não é assim, é certo que riste.
2Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara. 3Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, pôs Abraão o nome de Isaque. 6E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo. (Gn 17.15–17,21; 18.1,2,9-15; 21.2,3,6 - ARA).
Deus dá um filho a Abraão
Exatamente conforme Deus havia prometido, deu a Abraão e Sara um filho. Biologicamente isso seria impossível, pois Sara já não mais ovulava. Em certo sentido, o nascimento de Isaque é um milagre tão grande quanto o nascimento virginal de Cristo.
Os risos
Abraão e Sara riram. Pelo texto, podemos ver que Abraão riu não de incredulidade, mas por uma falta de compreensão. “Senhor, eu compreendi errado sua promessa. Quando o Senhor falou que eu seria Pai, eu pensei que seria com Sara. Mas nós já estamos velhos e eu te peço perdão por ter entendido errado”. Sara, por sua vez, duvidou convictamente.
No entanto, mais uma vez vemos Deus sair de seu trono e vir em busca do homem para dar-lhe fé. Deus não rejeitou o casal, mas cumpriu sua promessa. Isaque nasceu! Agora Abraão e Sara riem. Não por incredulidade ou desesperança, mas de alegria genuína.
Uma prova de Amor
Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! (...) Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto. Ao terceiro dia (...) viu o lugar de longe. (...). Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo (...). Quando Isaque disse a Abraão: (...) Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos. Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! (...) Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. E pôs Abraão por nome àquele lugar —O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. (Gn 22.1–14 - ARA).
Quantas lições tiramos desta história!
1- Nada é impossível para Deus. Jamais duvide do poder do Senhor. Ele cumprirá tudo o que prometeu, ainda que as forças da natureza digam o contrário. Não perca a esperança no Senhor.
2- A Trindade é Deus de vida e não de morte. Inúmeras mulheres na Bíblia eram estéreis. Impossível conceberem a menos que uma intervenção direta de Deus ocorresse. Considerando o que o salmista diz: Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe (Sl 139.13), é possível dizer que toda e qualquer concepção é uma ação direta de Deus, ainda que um homem e uma mulher “forneçam” material genético. Se entendermos assim, então toda e qualquer gravidez é uma ação divina, o que depõe ainda mais enfaticamente contra o aborto.
3- Deus provou o amor de Abraão. Quem ele amaria mais: a seu filho ou ao Senhor? E você, quem ou o quê é objeto de sua devoção? Um cônjuge? Um filho? O trabalho, ou carreira? Diversão, lazer, dinheiro, prazeres carnais? O que você colocaria sobre o altar em sacrifício ao Senhor? Se Jesus lhe pedir algo, você está disposto a entregar?
4- Deus provou o amor de Isaque. Ele era um adolescente de uns 13 anos aproximadamente. Ele já sabia como adorar ao Senhor. Ele estava pronto para isso. Ele também demonstrou amar a Deus acima de sua própria vida. Ele poderia fugir, pois Abraão era velho e ele jovem. Todavia, Isaque se entrega à vontade do pai, tal qual Jesus, que se deixou sacrificar por amor ao Pai.
5- Deus provou o quanto ama sua Igreja. Abraão e Isaque tipificam o Pai e Jesus. Se Abraão demonstrou que sacrificaria seu filho e Isaque que se entregaria a pedido do Pai, Deus provou o seu grande amor para conosco sacrificando Jesus, que por sua vez aceitou ser este sacrifício, com a finalidade de nos resgatar do pecado.
Conclusão
A vida de Abraão nos ensina sobre a fé salvadora e o sacrifício vicário. Deus Pai sacrifica o Deus Filho em substituição ao homem ao qual O Senho deseja salvar. A salvação vem por causa da morte vicária de Cristo na cruz, a qual tem efeito sobre nós quando exercemos fé no que Jesus fez por nós.

0 Comentários
Não use palavras ofensivas.