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José era o 11º filho de Jacó, cuja mãe era Raquel. De fato, José era tratado com certa deferência pelo pai, e isso despertou ciúmes e ódio nos demais irmãos. Estes sentimentos se agravam quando José tem um sonho, que fora interpretado como ele sendo colocado em posição de autoridade, e os demais irmãos lhe prestavam reverência.
4Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 5Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. 6Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: 7Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. 8Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. (Gn 37.4–8).
José é vendido pelos irmãos como escravo (Gn 37)
Um dia quando os 10 irmãos cuidavam do rebanho, Jacó manda José ir fiscalizar o serviço e trazer as notícias. Ao verem-no, os irmãos conspiram para matá-lo. Jogam-no em um poço seco para morrer, mas ao verem uma caravana de mercadores, decidem vendê-lo como escravo. Esses mercadores iam para o Egito e lá vendem José novamente, desta fez para um alto funcionário do Faraó egípcio.
2José se torna um excelente servo de Potifar, a ponto de desfrutar de sua inteira confiança, tronando-se o mordomo de toda a casa do oficial. O SENHOR era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio. 3Vendo Potifar que o SENHOR era com ele e que tudo o que ele fazia o SENHOR prosperava em suas mãos, 4logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha (Gn 39.2–4).
José é vítima de falsa acusação e vai para a prisão (Gn 39 — 40)
Passado um tempo, a esposa de Potifar alimenta desejos lascivos por José e tenta seduzi-lo. José rejeita tamanha obscenidade e por isso, a mulher acusa falsamente de tentar estuprá-la. Por causa disto, Potifar manda José para a cadeia.
Ainda assim, José age com integridade, a ponto de conquistar a simpatia do carcereiro. Um tempo depois, dois empregados do Faraó são presos: o copeiro e o padeiro. Um dia, ambos têm um sonho, que José interpreta acertadamente. O copeiro chefe é restituído ao cargo e o padeiro é enforcado, exatamente com a interpretação. "Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó; mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado" (Gn 40.21,22).
José se torna governador do Egito (Gn 41 — 50)
Um certo tempo mais tarde, Faraó tem um sonho, e sabendo que José havia interpretado os sonhos do padeiro e do copeiro, consulta José sobre o significado.
1Passados dois anos completos, Faraó teve um sonho. Parecia-lhe achar-se ele de pé junto ao Nilo. 2Do rio subiam sete vacas formosas à vista e gordas e pastavam no carriçal. 3Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras; e pararam junto às primeiras, na margem do rio. 4As vacas feias à vista e magras comiam as sete formosas à vista e gordas. Então, acordou Faraó. 5Tornando a dormir, sonhou outra vez. De uma só haste saíam sete espigas cheias e boas. 6E após elas nasciam sete espigas mirradas, crestadas do vento oriental. 7As espigas mirradas devoravam as sete espigas grandes e cheias. Então, acordou Faraó. Fora isto um sonho. 14Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.15Este lhe disse: Tive um sonho, e não há quem o interprete. Ouvi dizer, porém, a teu respeito que, quando ouves um sonho, podes interpretá-lo. 16Respondeu-lhe José: Não está isso em mim; mas Deus dará resposta favorável a Faraó. 25Então, lhe respondeu José: O sonho de Faraó é apenas um; Deus manifestou a Faraó o que há de fazer. 26As sete vacas boas serão sete anos; as sete espigas boas, também sete anos; o sonho é um só. 27As sete vacas magras e feias, que subiam após as primeiras, serão sete anos, bem como as sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental serão sete anos de fome. 33Agora, pois, escolha Faraó um homem ajuizado e sábio e o ponha sobre a terra do Egito. 34 Faça isso Faraó, e ponha administradores sobre a terra, e tome a quinta parte dos frutos da terra do Egito nos sete anos de fartura. 35Ajuntem os administradores toda a colheita dos bons anos que virão, recolham cereal debaixo do poder de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. 36Assim, o mantimento será para abastecer a terra nos sete anos da fome que haverá no Egito; para que a terra não pereça de fome. 38Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus? 39Depois, disse Faraó a José: Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu. 40Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. (Gn 41.1–8, 14–16, 25–27, 33–36, 38–40).
Os irmãos de José vão ao Egito (Gn 42)
Após os anos de fartura, a fome chega também em Canaã. Jacó envia os filhos para comprar comida no Egito. Uma vez lá, José os reconhece, mas eles não reconhecem o irmão.
E se cumpre o sonho de José. Os irmãos se curvam diante do governador do Egito. José poderia mandar matar a todos, porém, após uma estratégia para reconhecer que os irmãos estavam arrependidos do mal que fizeram, ele se dá a conhecer aos irmãos. Por fim, José manda buscar toda a família e o reencontro com o pai é emocionante.
Deus fala a Jacó mais uma vez, Encoraja-o a ir para o Egito e reforça a promessa de abençoá-lo. Aos 147 anos de vida, Jacó prestes a morrer abençoa seus filhos e profetiza que o Rei dos reis virá, a partir da descendência de Judá. "O cetro não se apartará de Judá, nem o bastão de comando de seus descendentes, até que venha aquele a quem ele pertence, e a ele as nações obedecerão" (Gn 49.10).
Lições e princípios
1 - Ódio e Ciúmes trazem sérios problemas. É fato que Jacó tinha um carinho especial por José. Isto não quer dizer que ele não amasse os demais. Entretanto, ele não souberam lidar com isso e alimentaram ciúmes e ódio contra o irmão, sentimentos que os levaram a cometer um crime terrível.
2- Deus recompensa os fiéis.
José tinha todas as razões do mundo para ser uma pessoa amargurada e rancorosa. Ele até poderia ter prendido ou mesmo executado os irmãos. No entanto, ele não alimentou o rancor, mas foi fiel a Deus e aos mandamentos.
Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. (Rm 12.17–21).
3- Deus tem propósitos os quais não entendemos. José só foi entender todo o seu sofrimento treze anos mais tarde, quando ele salvou toda sua família da fome. ele percebeu os planos de Deus apenas no fim de tudo.
4- Deus aponta para o Rei que se aproxima. Nesta jornada em Gênesis aprendemos que o descendente de Eva esmagará a cabeça de Satanás, e que todas as famílias da terra serão abençoadas no descendente de Abraão. Agora aprendemos que o descendente de Judá merece ser o Rei de todas as nações.
Imagem 1: Moody Publishers / FreeBibleimages.org.


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