José se tornou o governador do Egito e levou toda a família para residir neste país. Passados cerca de 400 anos, o número de israelitas chegava em torno de 2 milhões. O faraó deste tempo viu os israelitas como uma ameaça e por isso os escravizou, levando-os a trabalhos forçados na edificação de cidades egípcias.
O nascimento de Moisés
Faraó decreta controle populacional sobre os israelitas. Assim, os bebês do sexo masculino deveriam ser mortos ao nascer. Contudo, uma mulher chamada Joquebede consegue dar a luz a um menino e o esconde por três meses. Não podendo mais escondê-lo, constrói um cesto e o lança no Nilo, à própria sorte.
O cesto fica preso em arbustos próximo do local onde a princesa egípcia se banhava. Ao ouvir o choro da criança, ela o recolhe e decide criá-lo como seu filho. A irmã do bebê, Mirian, que seguiu às escondidas para ver aonde o cesto iria, se apresenta à princesa e oferece indicar uma babá para amamentar o menino. A princesa aceita a oferta e Mirian chama Joquebede.
Após ser desmamado, Joquebede leva o menino para a princesa, que é recebido como seu próprio filho, dando-lhe o nome de Moisés, que significa "puxado para fora" das águas.
A fuga de Moisés
Depois de adulto, Moisés vai visitar a terra dos israelitas. Ao ver um egípcio maltratando um compatriota, mata o agressor e o enterra. Ele pensou que ninguém soubesse do assassinato, mas ao descobrir que o incidente não estava encoberto, foge para a terra de Midiã.
Em Midiã Moisés casa-se com a filha de um homem chamado Jetro e torna-se seu empregado, cuidando do rebanho dele.
Certo dia, pastoreando, vê um arbusto em chamas, mas que não virava cinza. Ao chegar perto, Deus fala com ele. O Senhor o comissiona para ser o libertador dos israelitas. Moisés deveria voltar ao Egito e livrar o povo da escravidão.
Inicialmente Moisés resiste, mas finalmente se curva à vontade do Senhor. Então lhe faz o pedido para que dissesse sob o nome de quem ele deveria se apresentar. Deus diz: diga ao povo que o "Eu Sou" te envia (em hebraico, YHWH).
As 10 pragas
De volta ao Egito, Moisés se apresenta à sua família. Faz do irmão, Arão, seu porta-voz e se apresentam ao Faraó, pedindo para deixar o povo sair. Isto lhes é negado e por esta causa, Deus, através de Moisés executa o que ficou conhecido como as 10 pragas.
Todas as pragas tinham relação com a religião egípcia. Todas elas serviram para demonstrar que a fé deles nos falsos deuses não lhes davam nenhuma segurança. Serviu para mostrar aos egípcios que não há outro Deus além do "Eu Sou".
- Água em sangue (7.14-24) - Hapi (o Nilo), deus da fertilidade.
- Rãs (8.2-14) - Heket, a deusa da fertilidade, parto, morte e ressurreição.
- Piolhos (8.16-19) - Toth, deus da sabedoria, magia.
- Moscas (8.20-32) - Uatchit, protetora do Faraó.
- Peste sobre bois e vacas (9.1-7) - Ápis, Hator e Nut, três deuses relacionados a fertilidade.
- Feridas sobre os egípcios (9.8-12) - Sekhmet, deusa das doenças; Sunu, deus da peste.
- Chuva de pedras (9.13-35) - Nut, deusa do céu, criadora dos corpos celestes.
- Gafanhotos (10.1-20) - Xu (deus do ar) e Sebeque (deus-inseto), Osires deus da agricultura.
- Escuridão total (10.21-23) - Amon-Ra, deus sol, Nut, deusa do céu.
- Morte de todos os primogênitos (11 e 12) - Min, deus da fertilidade sexual; Heket, Ísis, protetora dos faraós.
O Êxodo
Finalmente, após a décima praga, Faraó deixa o povo ir. Após 430 anos desde José como governador, cerca de 2 milhões de judeus saem do Egito. Porém, pouco depois de iniciada a jornada, Faraó se arrepende e junta 600 soldados e partem em suas carruagens para matar os israelitas.
Tendo o mar à sua frente, e os soldados na retaguarda, Moisés ora ao Senhor que diz pra ele estender o cajado diante do mar. Por toda a noite um vento sopra e na manhã seguinte o mar está dividido em dois, formando um corredor em seco. Os judeus atravessam e chegam do outro lado. Faraó e seus soldados, ao tentarem o mesmo, morrem afogados porque o mar retorna ao seu estado natural.
Pontos para reflexão
1- O povo de Deus eventualmente sofre. É difícil entender por que Deus permite que os crentes sofram mesmo quando estão tentando fazer o que é certo. O povo de Israel sofreu como escravo no Egito antes mesmo de ter feito qualquer coisa para merecê-lo.
Deus nem sempre nos impede de sofrer, mas ele nos ajuda em meio ao sofrimento. "Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo" (Jo 16.33).
2- Deus sofre quando sofremos. Deus sente nossa dor e experimenta nossa dor. Deus disse a Moisés: "Vi os problemas que meu povo sofreu no Egito. Ouvi seus clamores. Conheço sua dor". Deus estava sofrendo com o povo de Israel e não podia mais suportar a dor. É por isso que ele enviou Moisés ao Egito para tirá-los da escravidão. É reconfortante saber que temos um Deus compassivo que entende nossas mágoas e compartilha nossa dor.
3- Deus prova que Ele é Deus. O ser humano é essencialmente religioso, que precisa adorar um deus como precisa respirar. Muitos adoram falsos deuses porque não conhecem o Deus verdadeiro. Você é um privilegiado, pois Deus se revela a você. Não faça como faraó, que endureceu o coração dele mesmo diante de todas as provas.
4- Homens maus querem controlar o mundo. Esta história aconteceu há pelo menos 3200 anos. Faraó tentou controlar o crescimento populacional israelitas mandando matar os meninos. Ele usou como desculpa impondo medo nos egípcios dizendo que os judeus poderiam fazer guerra contra eles.
Por volta de 1950, homens maus tentaram controlar o crescimento populacional incentivando e financiando propaganda abortista e clínicas de aborto. Meteram medo na população dizendo que por volta do ano 2000 não haveria alimentos para todos e por isso precisava controlar a taxa de natalidade.
Atualmente, organizações internacionais dizem que até 2050 não haverá recursos naturais para a sobrevivência da humanidade e é preciso diminuir a população. Além de continuar a política abortista, muito incremento científico tem sido feito para esterilizar a população. A mesma tática do medo tem sido usada.
5- Os judeus foram salvos por causa do sangue do cordeiro. A páscoa aponta para Jesus. Quando o anjo da morte passou, os israelitas foram salvos não porque eram israelitas, mas porque estavam debaixo da cobertura do sangue do cordeiro. Jesus é o nosso Cordeiro pascal, que nos livra do anjo da morte.
Imagem: Eventos da vida de Moisés, Por Sandro Botticelli - See below., Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=15460973


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