Introdução
A narração do reinado de Ezequias em Jerusalém mostra-nos como o amor e a fidelidade de Deus podem proteger seus filhos diante das mais terríveis crueldades de impiedosos tiranos que têm a ganância de dominar o mundo, acumulando poder, fama e fortuna.
O relato bíblico de 2º Reis 19 e 20 nos traz a maravilhosa narração de como Deus livra milagrosamente os seus filhos. Para nós, é uma fonte de consolo, quando estamos perto de vivenciarmos, em pleno século XXI, uma dominação parecida.
Deus “dá à luz” seus filhos
Na história da humanidade, fazemos um recorte a partir do momento em que Deus escolhe Jacó para dar início a um povo que passaria se chamar “povo de propriedade exclusiva”. Desde o chamado de Jacó, passam 400 anos e, de um homem, agora são um povo de cerca de 2 milhões de pessoas.
Deus dá a este povo terras e eles formam uma federação de 12 “estados”. Por mais 400 anos este povo, agora à semelhança de um país, vive em altos e baixos em relação ao governo de Deus. Nos momentos de baixa espiritualidade, eles são oprimidos por constantes guerras com inimigos vizinhos. Por isso se arrependem, clamam a Deus que lhes levanta um libertador.
Finalmente formam um governo central, a monarquia. Por cerca de 120 anos vivem como um só país, porém, ao cabo destes se divide em dois: Norte e Sul. O Norte leva o nome de Israel e o Sul, Judá.
A disciplina da desobediência
Israel jamais se firmou espiritualmente. Por toda existência deste reino, o povo e os seus reis praticaram tudo o que Deus abomina. Judá teve altos e baixos, ora com o governo altamente espiritual, ora completamente vil.
O reino do Norte durou pouco e foi invadido pela Assíria, que arrasou o país, destruiu a identidade nacional. Contudo, um remanescente muito pequeno permaneceu fiel a Deus. Uma vez conquistado o Norte, a Assíria se volta contra o reino do Sul.
O amor e a fidelidade de Deus por seus filhos
Nos primeiros anos do reinado de Ezequias, a Assíria cerca Jerusalém. Ezequias foi um rei piedoso e temente a Deus. Ao receber a ameaça da Assíria, ele busca proteção do Egito. Isso enfurece ainda mais a Assíria que montou o cerco e em um dado momento os generais fazem graves ameaças a Ezequias e ao povo.
O rei assírio envia uma carta, com ameaças e zombaria a Deus. Nela, Senaqueribe cita várias nações cujos deuses não os livraram, inclusive os judeus do norte, Israel (também conhecido como Samaria).
Ezequias ora ao Senhor e sem precisar disparar uma única flecha, Deus matou em um só dia 185 mil soldados do exército assírio. Isso foi profetizado por Isaías, que ao ser solicitado pelo rei que consultasse ao Senhor, traz esta profecia e promessa.
Pontos cruciais
1- Deus está eternamente no controle da história humana. Em 2º Reis 19.25 diz: “Você (Senaqueribe) não percebe que há muito tempo eu já havia determinado tudo isso. Desde a antiguidade planejei o que agora faço acontecer, que você deixaria cidades fortificadas em ruínas”. Nós não podemos compreender nem compatibilizar a soberania divina e a livre agência humana. Todavia, não há como negar nem uma nem outra. O ponto aqui é: Deus controla o destino dos homens.
2- O amor de Deus e sua fidelidade. 2º Reis 19.34 Deus fala: “Eu a defenderei (Jerusalém/Judá) e a salvarei, por amor de mim mesmo e do meu servo Davi”. O Senhor é absolutamente fiel ao que promete. Todas as promessas de Deus à Igreja se cumprirão. Não por causa de nós mesmos, mas por causa do caráter de quem prometeu.
3- Nossa luta não é contra homens. Gálatas nos diz que nossa batalha é espiritual. Satanás procura desviar a Igreja implantando uma ideologia contrária a tudo o que Deus diz. Tem sido assim desde Gênesis 3. Nuca, jamais, desvie da Palavra de Deus. “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito” (Js 1.18).
Conclusão
A Bíblia é o espelho que reflete a realidade humana. Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente. Quando alguém troca de roupa, pinta o cabelo ou usa maquiagem, pode até parecer outra pessoa, mas não é. A humanidade é assim. Entre o mundo do que chamamos Antigo Testamento e Novo Testamento há diferenças, contudo, a essência é a mesma. E o relacionamento de Deus com os homens foi, é, e sempre será o mesmo.
Para Deus, há somente dois povos: os filhos de Deus e os outros. Ele ama, protege e salva os seus filhos. Somente aos seus filhos.
“Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1.12).
“(...) assim diz aquele que o formou: ‘Não tema, pois eu o resgatei; eu o chamei pelo nome, você é meu. Quando passar por águas profundas, estarei a seu lado. Quando atravessar rios, não se afogará. Quando passar pelo fogo, não se queimará; as chamas não lhe farão mal’” (Is 43.1-2)
“Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.” (Is 41.10).
Img: http://www.criacionismo.com.br/2013/06/entrando-na-fornalha-ardente.html


0 Comentários
Não use palavras ofensivas.