A primeira coisa a ser dita ao se ler “novo céu e nova terra” é que acabou a separação entre Deus e o homem. Em Gênesis vemos esta íntima comunhão, quando relata que Deus falava com o Adão diariamente. Com a queda, abriu-se um abismo intransponível. Um mar gigantesco separa o “céu” da “terra”.
“O mar já não existe” – finda-se a separação. Há um caminho que liga terra e céu. A cidade de Deus e a cidade dos homens agora estão unidas novamente sem qualquer obstáculo entre elas.
A nova cidade desce do céu. Jesus foi para o céu preparar um lugar (Jo 14). Agora está tudo pronto, então, Ele a traz para nós. Desta forma, ele faz novo o que estava corrompido.
O termo “novo” significa que ele mantém algum tipo de continuidade com o anterior. Da mesma forma que o crente é um “novo homem”. Quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador, existe esta ideia de continuidade e ruptura. Não somos recriados, mas transforados. Assim será a nova terra.
Os versos de 9 a 27 destacam:
- A glória da nova Jerusalém – aponta para o esplendor, a excelência, a magnificência da Glória de Deus.
- O tamanho da nova Jerusalém – nela cabem todos os remidos. Ninguém ficará de fora, ou será excluído. Não há acepção de pessoas, independente da raça, tribo, povo, língua, homem, mulher, jovem, criança – todo aquele que confessou a Cristo tem lugar na Cidade de Deus.
- A proteção da nova Jerusalém – a cidade é totalmente protegida e intransponível. Nem a morte, nem o inferno jamais derrubarão suas muralhas.
- A santidade da nova Jerusalém – a cidade será totalmente santa, sem mácula. A inveja, o orgulho, a ira, imoralidade, ganância, nem qualquer outra coisa semelhante jamais entrará nela. Pois Deus mesmo será o seu guardião.
Quem não estará na nova Jerusalém?
- Covardes – aqueles que conheceram o evangelho, mas recusaram a se comprometer com Cristo e sua obra. Vivem nas igrejas, mas agem como se fosse do mundo. Não evangelizam, não discipulam, não cooperam com a proclamação da Palavra. Não participam dos cultos, não leem a Bíblia, não oram. Vivem apenas para seus próprios interesses.
- Os incrédulos – são os que vivem como se Deus não existisse, apesar de não negar sua existência. Buscam nas suas obras e nos seus méritos próprios a salvação.
- Abomináveis – Os que praticam todo tipo de ação que Deus abomina (Pv 6.16-19)
- Homicidas – não apenas quem mata diretamente, mas os corruptos, os gananciosos, os insensíveis, ladrões, violentos, instigadores de guerras.
- Imorais – todos aqueles que praticam, participam, apoiam, sustentam toda sorte de imoralidade sexual.
- Feiticeiros (pharmakeus) – podemos incluir artes mágicas de feitiçaria, mas também uso de drogas alucinógenas.
- Idólatras – Lembre-se: idolatria é qualquer pessoa, ou coisa, que ocupa o lugar de Deus no seu coração.
- Mentirosos – enganadores, hipócritas, falsificadores...
Conclusão
A nova Jerusalém é a cidade preparada por Cristo, aos seus escolhidos, desde antes da fundação do mundo. Nela, todo o mal será extinto, e o próprio Deus se fará continuamente presento junto ao seu povo.
Nenhuma dor ou tristeza jamais entrará por suas portas. Todo tipo de mal, Satanás e a morte ficarão de fora. Eternamente.
Glória, pois a Ele, para sempre. Amém!


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