Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio. Então os outros discípulos disseram a Tomé:
— Vimos o Senhor.
Mas ele respondeu:
— Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado dele, de modo nenhum acreditarei.
Passados oito dias, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos, e Tomé estava com eles. Estando as portas trancadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse:
— Que a paz esteja com vocês!
E logo disse a Tomé:
— Ponha aqui o seu dedo e veja as minhas mãos. Estenda também a sua mão e ponha no meu lado. Não seja incrédulo, mas crente.
Ao que Tomé lhe respondeu:
— Senhor meu e Deus meu!
Jesus lhe disse:
— Você creu porque me viu? Bem-aventurados são os que não viram e creram.
Depois disso, Jesus se manifestou outra vez aos discípulos junto ao mar de Tiberíades. Foi assim que ele se manifestou:
Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Simão Pedro disse aos outros:
— Vou pescar.
Os outros responderam:
— Nós também vamos com você. Foram e entraram no barco, mas, naquela noite, não pegaram nada.
Ao romper o dia, Jesus estava na praia, mas os discípulos não reconheceram que era ele. Jesus lhes perguntou:
— Filhos, será que vocês têm aí alguma coisa para comer?
Eles responderam:
— Não.
Então Jesus disse:
— Joguem a rede à direita do barco e vocês acharão.
Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes. E o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro:
— É o Senhor!
Simão Pedro, ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com a sua túnica, porque tinha tirado a roupa, e lançou-se ao mar. Os outros discípulos vieram no barquinho puxando a rede com os peixes, porque estavam somente a uns noventa metros da margem.
Ao saltarem em terra, viram ali umas brasas com peixe por cima; e também havia pão. Jesus lhes disse:
— Tragam alguns dos peixes que vocês acabaram de pegar.
Simão Pedro entrou no barco e arrastou a rede para a terra. A rede estava cheia, com cento e cinquenta e três grandes peixes. E, mesmo sendo tantos peixes, a rede não se rompeu. Jesus disse a eles:
— Venham comer.
Nenhum dos discípulos ousava perguntar: "Quem é você?" Porque sabiam que era o Senhor. Jesus veio, pegou o pão e deu a eles. Depois fez a mesma coisa com o peixe. E esta já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos depois de ressuscitado dentre os mortos. Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro:
— Simão, filho de João, você me ama mais do que estes outros me amam? Ele respondeu:
— Sim, o Senhor sabe que eu o amo.
Jesus lhe disse:
— Apascente os meus cordeiros.
Jesus perguntou pela segunda vez:
— Simão, filho de João, você me ama?
Ele respondeu:
— Sim, o Senhor sabe que eu o amo.
Jesus lhe disse:
— Pastoreie as minhas ovelhas.
Pela terceira vez Jesus lhe perguntou:
— Simão, filho de João, você me ama?
Pedro ficou triste por Jesus ter perguntado pela terceira vez: "Você me ama?" E respondeu:
— O Senhor sabe todas as coisas; sabe que eu o amo.
Jesus lhe disse:
— Apascente as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade lhe digo que, quando era mais moço, você se cingia e andava por onde queria. Mas, quando você for velho, estenderá as mãos, e outro o cingirá e o levará para onde você não quer ir.
Jesus disse isso para significar com que tipo de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de falar assim, Jesus acrescentou:
— Siga-me.
Então Pedro, voltando-se, viu que o discípulo a quem Jesus amava vinha seguindo; era o mesmo que na ceia havia se reclinado sobre o peito de Jesus para perguntar: "Senhor, quem é o traidor?" Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus:
— Senhor, e quanto a este?
Jesus respondeu:
— Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que você tem com isso? Quanto a você, siga-me.
Então se espalhou entre os irmãos a notícia de que aquele discípulo não morreria. Ora, Jesus não tinha dito que tal discípulo não morreria, mas: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, o que você tem com isso?"
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