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Sobre dízimo e prosperidade

Uma vez ouvi uma história de uma menina que observava sua mãe preparar salsichas para o lanche. A menina percebeu que sempre que fazia salsicha, sua mãe cortava as pontas para as colocar na panela. Curiosa, ela perguntou o porquê e a mãe disse que o fazia devido à avó da menina fazer assim. Disse para a garotinha que fosse perguntar para a avó.

A garotinha perguntou a avó qual razão daquele gesto que sua mãe aprendeu dela.
A avó disse que apenas repetia o que via a bisavó da menina fazer. Como a bisa ainda era viva, aconselhou a garotinha perguntar a ela. Ao ser questionada, a bisa respondeu: é porque minhas panelas eram pequenas não cabiam as salsichas inteiras.

Nesta história, vimos que muitas vezes fazemos coisas sem questionar, quando são absolutamente dispensáveis. No contexto evangélico chamamos isto de tradição. Especialmente a Igreja Católica possui tantas tradições que adquiriram status de doutrina que são impossíveis de se ser um bom católico se não observar estas tradições.

Um outro exemplo que servirá para lhe preparar para entender o restante de meu texto vem da lei do sábado. Deus mandou os judeus guardarem o sábado, mas os rabinos adicionaram tantas tradições que Jesus teve sérios problemas em relação a isto. O objetivo do sábado era a adoração, consagração, ações de graças e descanso físico. Os rabinos fizeram deste mandamento no principal pilar do judaísmo. Foram adicionadas proibições tais como de não se poder fazer um nó, andar mais do que cerca de mil metros, cuspir, curar, etc. Isto levou Jesus a dizer que “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por cauda do sábado” Mc 2.27.

Depois de ter tentos escândalos e constrangimentos envolvendo dinheiro e fé, comecei a me questionar sobre o dízimo. Lembro que numa ocasião ouvi o pastor ensinar que o dízimo é intocável e inegociável. “Se você quiser dar um ventilador para a igreja (entenda-se templo) não pode usar parte do dízimo pra afazer isto. Você deve dar o dízimo e o ventilador, mas jamais deixe de dar o dízimo”. Na ocasião achei isto errado, mas como era novo convertido, aceitei sem questionar e tinha isto como um grande gesto de fé de minha parte.

O que diz a Bíblia sobre o dízimo?
Desde o episódio em que o Bispo Macedo apareceu flagrado no Jornal Nacional dizendo “o dá o desce”, que o Brasil inteiro ficou sabendo o que é dízimo. Coisa que se limitava a quem freqüentava uma igreja evangélica e seus parentes e amigos próximos. De lá para cá, até a Igreja Católica passou a enfatizar a palavra dízimo.

O dízimo passou a ser uma prova de fé. Só é crente de verdade quem tem a coragem, a integridade e a firmeza de dar 10% do que ganha (fora as ofertas para as mais diferentes situações: missões, televisão, rádios, quilo para a cesta, etc) para provar sua fidelidade a Deus. Algumas igrejas são mais discretas, outras mais descrachadas, mas todas (talvez haja exceções que eu desconheça) só consideram membros fidedignos se eles dizimam.

Alguns segmentos vinculam o dízimo a prosperidade financeira. Muito provavelmente você também já se deparadou com pregadores de uma certa prosperidade distorcida da prosperidade bíblica que faz do dízimo uma espécie de investimento de curtíssimo prazo e rentabilidade garantida, onde você aplica uma pequena quantia e recebe, em dias, o dobro, o triplo ou até mais. O dízimo se tornou uma coisa que causa muitos constrangimentos e a maioria dos cristãos não têm uma visão bíblica neo-testamentária do dizimo.

Sempre fui fiel no dízimo, mas era algo intelectual, provindo do raciocínio: é uma lei, faço por obrigação. Eu sempre dei 10% do meu salário mais por medo de ser amaldiçoado do que por amor. Às vezes o entregava com dedicação, mas nas horas de aperto financeiro, vinha a tentação: eu podia deixar de entregar este mês! Agora a motivação é outra e a fé envolvida é uma fé diferente. Não dou mais 10% do que ganho. Dou o que propus no meu coração. Algumas vezes é mais, outras, menos. Mas foi duro “desencanar”. A sensação de culpa é ainda grande, mas olhando para o que a Bíblia diz, é bem diferente do que a maioria dos pregadores e líderes dizem a respeito do dízimo. Vejamos então.

Todo iniciante em estudo da Bíblia já sabe que todo texto sem contexto é pretexto e esta é a razão das muitas inverdades que temos ouvido ultimamente. Antes mesmo de Moisés receber as leis da parte de Deus, o dízimo já era praticado por muitos. Abraão deu o dízimo dos despojos da guerra a Melquisedeque (Gn 14.17-20) e Jacó prometeu dá-los a Deus (Gn 28,20-22). De acordo com o Dicionário da Bíblia, "varias nações da Antigüidade separavam para os deuses, certa proporção dos produtos de indústrias, ou dos despojos da guerra. Os lídios ofereciam a décima parte das presas. Os fenícios e os cartagineses enviavam anualmente a Hércules, a décima parte de suas rendas"[1]. Notemos então que o dízimo era praticado como uma forma de prestação de culto aos deuses. Não foi inventado pelos judeus.
A lei do dízimo (e perceba que era uma lei, fazia parte da velha aliança e o fim da lei é Cristo) Foi dada logo após a saída do Egito e, pouco antes da entrada em Canaã (o que dá um intervalo de cerca de 40 anos) houve uma adaptação e melhoramento nesta lei devido as circunstâncias que se tornaram bem diferentes. Os livros de Levíticos e Números até o capítulo 19 relatam fatos de logo após a saída e o Deuteronômio de pouco antes da entrada na terra. São nestes livros que são relatadas as leis acerca dos dízimos. Vamos ver o que eles dizem?
Lv 27,30-34 "também todas as dízimas, tanto do grão do campo como do fruto da terra, são do SENHOR: santas são ao SENHOR. Se alguém de seus dízimos quiser resgatar alguma cousa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara do pastor, o dízimo será santos ao SENHOR. Não se investigará se é bom ou mal, nem o trocará: mas se de algum modo o trocar, um outro serão santos; não serão resgatados. São estes os mandamentos que o SENHOR ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no Monte Sinai".

No texto acima, aproximadamente três meses após a saída do Egito, vemos DEUS dando as primeiras palavras sobre o dízimo. O objetivo era regulamentar o ato de dizimar pois como já foi dito antes, a prática de dizimar já era praticada pelos povos antigos. Há dois tipos de dízimos diferentes nesta instrução de DEUS em Levíticos: dividia-se em dízimos de animais e de vegetais. A ordem pode ser mais esclarecida assim:

Vocês devem entregar o dízimo de tudo o que cultivarem e pastorearem. Dos alimentos e do fruto das árvores até podem ficar com eles, dando em lugar destes a quantia em dinheiro (naquela época a prata) acrescida de 20% (um quinto). Exemplificando: se a colheita de alguém for de 10 quilos de maçãs, o dízimo será de 1 quilo de maçãs. E se vocês quiserem ficar com elas, podem, mas devem dar no lugar o valor de mercado mais 20%. Ou seja, se o valor de mercado de 1 quilo de maçãs for 1 real, devem dar aos levitas R$ 1,20 como dízimo.

Agora, se for gado (ou animal) não poderá ficar com ele e agir como no caso das maçãs. Vocês o darão se for um bom animal ou um animal doente. Mas se quiserem me louvar e dar um não doente, terão que dar os dois. Vocês farão um curral onde só passe um animal por vez. A cada dez animais que passarem pelo curral, vocês marcarão o décimo com a vara de pastor e este aí será santo ao SENHOR, não importando o estado dele.

A narrativa de Números já traz algumas pequenas diferenças ou diria um aperfeiçoamento de DEUS quanto ao assunto. Aqui, Nm 18,21-32, são dadas instruções aproximadamente 2 anos após a saída do Egito. Vejamos o Texto:

"Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço na tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para não levarem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas farão o serviço da tenda da congregação, e responderão por suas faltas; estatuto perpétuo é este para todas as vossas gerações. E não terão eles nenhuma herança no meio dos filhos de Israel. Porque os dízimos dos filhos de Israel, que apresentam ao Senhor em ofertas, dei-os por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. Disse o Senhor a Moisés: Também falarás aos levitas, e lhes dirás: Quando receberdes o dízimos da parte dos filhos de Israel que vos dei por herança, deles, apresentareis uma oferta ao Senhor; Os dízimos dos dízimos. Atribuir-se-vos-a a vossa oferta, como se fosse grão da eira e plenitude do lagar. Assim também apresentareis ao Senhor uma oferta de todos dos vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel e deles dareis a oferta do Senhor a Arão, o sacerdote. De todas as vossas dádivas apresentareis toda oferta do Senhor: do melhor delas, a parte que lhe é sagrada. Portanto lhes dirás: quando oferecerdes o melhor que há nos dízimos, o restante destes como se fosse produto da eira e produto do lagar, se contará aos levitas. Comê-lo-eis em todo lugar, vós e a vossa casa, porque é vossa recompensa pelo serviço na tenda da congregação".

Vejam algumas peculiaridades deste texto:
  • Os dízimos foram pedidos por DEUS para os levitas (todos os descendentes de Levi, pois esta tribo foi separada para “dar tempo integral”). Ou seja, não teriam como ter sustento, dependendo exclusivamente do que se lhes dessem.
  • Por sua vez os levitas deveriam dar o dízimo do que recebessem aos sacerdotes.
  • Deus chama o dízimo de oferta. Então dízimo pode ser tomado por oferta. O Dízimo é um tipo de oferta, tal qual as outras ofertas o eram (Dt 12.6-7).
  • O dízimo não é para DEUS. È para os Homens; para os levitas. DEUS não precisa de dinheiro, mas nós sim! Honramos a DEUS com nossas posses, mas não podemos se dar nada porque tudo é Dele.
Em Israel, Deus separou a tribo de Levi para cuidar exclusivamente dos assuntos. Dentre todos os membros da tribo, que era formada por várias famílias, Deus separou a família de Arão para exercer o sacerdócio. Provavelmente nesta ocasião de Nm 18, já havia algumas dificuldades concernentes a quem se daria o dízimo; quem o repartiria entre os membros da tribo, etc. Deus então diz que o povo daria o dízimo aos levitas e estes por sua vez, separariam 10% daquilo que recebiam do povo e dariam aos sacerdotes.
O livro de Deuteronômio narra fatos ocorridos no 40º ano após a saída do Egito. O povo deixaria a vida nômade para agora fixar residência e se espalhariam por um raio de algo em torno de 100.000 km2. O Tabernáculo estaria fixo em uma cidade. Os levitas habitariam em várias cidades longe do tabernáculo (Dt 18.6). Todas estas novas circunstâncias trariam dificuldades na entrega dos dízimos. Deus também pensou nos problemas das viúvas, órfãos, pobres e estrangeiros. O que ele fez? Estendeu a lei do dízimo de modo que este se tornasse um meio de assistência social (de uma certa forma já o era mas de uso exclusivo da tribo de Levi).

Em Dt 12.6-7 lemos:
"A este lugar fareis chegar os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios e os vossos dízimos, e a oferta de vossas mãos, e as ofertas votivas, e as ofertas voluntárias, e os primogênitos das vossas vacas e das vossas ovelhas. Lá comereis perante o Senhor vosso Deus, vos alegrareis em tudo que puserdes a vossa mão, vós e as vossas casas, no que vos tiver abençoado o Senhor vosso Deus".
E também vemos em Dt 14.22-29:

"Certamente darás os dízimos de todo fruto das tuas sementes, que ano após ano se recolhes do campo. E perante ao Senhor teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu cereal, do teu vinho e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas: para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus todos os dias. Quando o caminho te for comprido demais que não os possa, levar por estar longe de ti o lugar que o Senhor teu Deus escolher para ali pôr o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado, então vende-os, e leva o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher. Esse dinheiro dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, ou ovelhas, ou vinho, ou bebida forte, ou qualquer cousa que te pedir tua alma; come-o ali perante o Senhor teu Deus e te alegrarás, tu e a tua casa, porém não desampararás ao levita que está dentro da tua cidade: pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de cada três anos tirarás todos os dízimos do furto do terceiro ano e os recolherás na tua cidade. Então virá o levita (pois não tem parte nem herança contigo), o estrangeiro, o órfão e a viúva, que estão dentro da tua cidade, e comerão, e se fartarão, para que o Senhor teu Deus te abençoe em todas as obras que as tuas mãos fizerem".

Deus passa a orientar agora o seguinte: as colheitas, como eram anuais, deveriam ser colhidas e retirada a sua décima parte (junto com 01 em cada 10 animais) e transportados até o lugar onde o tabernáculo estaria. Caso a distância fosse longa, os produtos das colheitas poderiam ser vendidos e se comprava, na cidade do tabernáculo, o que a pessoa desejasse. Fazia-se então uma grande festa e um grande culto, onde o ofertante e dizimista poderiam participar comendo do seu dízimo.

Uma ordem nova é dada no verso 28. A cada três anos os dízimos do fruto da terra deveriam ser armazenados em casa e usados como socorro a algumas pessoas (v.29). Há três interpretações aqui: poderia ser um "segundo dízimo" ou parte dos dízimos de todo o terceiro ano ou ainda todo o dízimo do terceiro. Qual seja a mais correta é menos importante do que ressaltar a preocupação social de Deus, que também deve ser a nossa, como igreja, investir o dízimo em ações sociais (veja também Dt. 26.12-13).
Até agora não podemos enxergar Deus fazendo do dízimo uma maneira de enriquecer o dizimista. Ao contrário, a preocupação de Deus é criar no povo uma consciência de justiça e ação social. Deus prometeu abençoar o povo (Dt 14.29) e não tornar-se uma espécie de gênio da lâmpada. Aliás, de acordo com Tg 4.2-3 a cobiça é pecado e muitas vezes pedimos cobiçosamente, e não por necessidade.

Infelizmente, por causa de uma visão distorcida da prosperidade bíblica, temos sido diariamente bombardeados pelos pregadores do enriquecimento como sinal da bênção de Deus. Em casos mais extremos, se você não tem carro importado, celular, 2 ou 3 apartamentos, você é uma pessoa sem fé.
A busca desenfreada pelo dinheiro e bens materiais por vários cristãos tem levado a profundas distorções bíblicas, que às vezes chega as raias da heresia. Pessoas fazem conclusões cometendo erros primários em suas avaliações dos textos sagrados, além de inserirem idéias totalmente absurdas, tais como maldições sobre quem não dizima.

Outro dia liguei o rádio a fim de ouvir noticiários quando percebi que uma mulher pregava. Resolvi prestar atenção na mensagem. Ela falava sobre o dízimo e entre outros absurdos, disse que Jó foi violentamente "tocado" pelo diabo porque tinha uma brecha em sua vida: ele não era dizimista. Onde esta pregadora conseguiu apoio para tal afirmação em não sei. Em nenhum lugar a Bíblia diz isto nem dá margem para tal conclusão. O livro de Jó foi escrito, de acordo com a maioria dos estudiosos, em cerca de 1.500 a.C., ou seja, antes da lei de Mosaica. Como Jó poderia quebrar uma lei que ainda não tinha sido promulgada? Como se não bastasse, o testemunho do próprio Deus é que em toda a Terra não existia homem semelhante a Jó em integridade, retidão, temor de Deus e que se afastava do mal. E de acordo com o Dicionário Aurélio, íntegro quer dizer: inteiro, completo, perfeito, exato. Deus chamaria Jó de íntegro se ele tivesse esta "brecha"?

Conforme o texto que já lemos nas páginas passadas, o dízimo e ofertas são para: salário dos ministros de tempos integral (levitas e sacerdotes), manutenção de templo (parte que o dizimista podia comer) ação social (órfão, viúva, pobre, etc.).

O texto de Ml 3.7-12 também é muito usado apresentando uma visão que não condiz exatamente com o que é correto, se bem que de forma sutil. O texto da versão Bíblia na Linguagem de Hoje diz:
"Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim, e eu voltarei para vocês. Mas vocês perguntaram: Como é que vamos voltar? Eu pergunto: será que alguém pode roubar a Deus? Mas vocês têm roubado e ainda me perguntam: Como é que estamos te roubando e ainda me perguntam: Vocês me roubam nos dízimos e nas ofertas. Todos vocês estão me roubando, por isto eu amaldiçôo a nação toda. Eu, o Todo-Poderoso, ordeno que tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja bastante comida na minha casa. Ponham-me à porta e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos. Não deixarei que os gafanhotos os destruam as suas plantações, e as suas parreiras darão muitas uvas. Todos os povos dirão que vocês são felizes, pois vocês vivem numa terra boa e rica. Eu, o Todo-Poderoso, falei.".

O livro de Malaquias foi escrito por volta de 400 a 450 a.C. Um pouco antes, em 538 a.C. é baixado o decreto para o retorno do povo de Israel que estava cativo em Babilônia. Com Zorobabel retornam aproximadamente 50 mil homens, que não eram dos mais ricos. Os que haviam prosperado em Babilônia e adquirido riquezas lá, preferiram ficar.

Estes 50 mil dão início a reconstrução do templo, que só fica pronto em 516 a.C.. Em 457 a.C. Esdras vem a Israel com mais outros 1400 homens e começa um reavivamento religioso, pois há mais ou menos 100 anos a religião judaica deixara de ser praticada. É neste contexto que entra o profeta Malaquias, porque o povo desapareceu a servir a Deus. Vários pecados são apontados por este profeta. Juntando-se o pecado com a pobreza, o povo passou a ser infiel nos dízimos e ofertas.

Como já foi visto antes, o dízimo era parte integrante do culto no templo. Sem o dízimo o culto seria incompleto. Tal como o cordeiro tinha de ser imolado para cobrir o pecado do povo, pois sem o cordeiro não haveria a propiciação, assim também sem o dízimo não haveria o culto. Outra coisa fatal é que sem o dízimo ou o levita e o sacerdote morriam de fome ou abandonavam o serviço de tempo integral e passavam a cultivar a terra. Assim o culto morreria. Poderia dizer então que o roubar a DEUS neste texto está mais para roubar a adoração (o culto) do que o dinheiro? Não sei! Talvez seja uma interpretação possível.

Além disso, como os levitas (e os sacerdotes) viviam exclusivamente do que era doado na forma de dízimo, deixar de dizimar forçaria a extinção do serviço levítico. Esta é uma forte razão para DEUS “amaldiçoar” o povo. Se os levitas e sacerdotes deixassem de exercer suas funções religiosas, quem as faria?

Já os pregadores da prosperidade associam pobreza a ação do diabo. O diabo traz a pobreza, mas nem toda pobreza vem dele. E ainda fazem de Deus um carrasco impiedoso ou um "Silvio Santos" da vida. Se você ao menos pensar em atrasar seu dízimo, será amaldiçoado. Ele não impedirá o diabo de tocar em você, como castigo. Você vai ficar doente e passar fome. Agora, se estiver rigorosamente em dia, terá direito ao que sua alma desejar. Deus não age assim. Ele é misericordioso e bom e ainda que eu seja infiel, ele permanecerá fiel (2Tm 2.13). Ele é Senhor e eu servo. Ele sabe o que é melhor para mim. Não devo ser negligente ou infiel nos dízimos e ofertas, mas se eu pensar que serei amaldiçoado por Deus por uma eventual dificuldade em entregar o dízimo ou ofertas, já não vivo mais debaixo da graça e sim da lei. Meus dízimos e ofertas têm que ser uma expressão de gratidão e alegria, não um fardo.

A idéia de Malaquias 3.11 é que Deus irá guardar o povo nos momentos de crises financeiras e calamidades nacionais. Era comum praga de gafanhotos que destruíam as plantações e tanto os fiéis como infiéis estavam sujeitos aos prejuízos causados por eles. Deus prometeu impedir esta praga se a pessoa fosse fiel e não enviar praga aos infiéis (veja Mt 5.45). Devido a extrema pobreza da maioria dos que voltaram para Israel, e da falta de comida (lembre-se que o dízimo era o que se plantava e criava) eles deveriam ser incentivados na sua fé. Talvez (como parece pela dureza do texto) serem “forçados” a não retrocederem. Além disso, o dízimo era uma lei. E DEUS não deixará de aplicar sua justiça, pois não tem o pecador (transgressor) por inocente. Uma vez que o fim da lei é Cristo, ou seja, Jesus veio para pôr fim à lei cerimonial (e o dízimo faz parte da lei cerimonial e não da lei moral, os 10 mandamentos), a Igreja não está debaixo da lei cerimonial. Por conseguinte, não está obrigada a dizimar como descrito no AT.

No NT não há uma única referência a que o dízimo tenha sido ordenado à Igreja, tal como o foi para os judeus. O acontecimento entre Jesus e os fariseus em Mt 23.23 não é uma ordenança para a Igreja. Por duas razões: o período da graça começou de fato após a morte de Jesus. Enquanto Jesus estava entre nós em seu ministério ainda imperava a velha aliança; o conselho de Jesus ao fariseu é que ele deveria praticar as coisas excelentes da lei de DEUS mas não deveria omitir as pequenas. O dízimo é um excelente modelo de contribuição bíblica, mas jamais uma ordenança para a Igreja. Estou convencido que minhas contribuições são necessárias. Preciso honrar a DEUS com meu dinheiro, mas não há base bíblica para dizer que se não dou 10% estou em pecado. Pecado é afirmar isto. Pecado é constranger as pessoas, ainda que com a mais pura das intenções, e faze-las sentirem-se pecadoras e infiéis por não poderem, ou não conseguirem, ou até mesmo não poderem dar 10% de seus salários.

Sabemos que há pessoas mesquinhas em todo lugar. Mas não é forçando-as a darem 10% de seus salários que em seus corações elas deixarão de ser, ainda que seja pela persuasão ou pela coação. Somente por uma transformação profunda, pelo Espírito Santo, as fará tornarem-se generosas. É o caso da viúva pobre. Vejam que ela não deu 10% do que tinha. Nem o texto diz que os que deram muito estavam dando 10%. Aliás, em nenhum lugar da Bíblia se fala em 10% de dinheiro. O que se depreende do ensinamento de Jesus é que a viúva era uma pessoa generosa e os demais não.

Além disso, aquela pessoa que aparece rigorosamente em dia com o dízimo pode ser mesquinha, pois dá o dízimo e somente isto. E como saber se o que ela diz ser 10% de seu salário expressa a verdade. Ai, de acordo com o relatório da tesouraria esta pessoa é apta a votar na assembléia ou que pode ser aceita para algum cargo. Por ai podemos ver como é enganoso o coração. Por isso DEUS diz que ama quem dá com alegria

Sendo assim, temos que parar de ficar constrangendo as pessoas no que diz respeito ao dízimo. Estou convencido que para os dias atuais o dízimo, da maneira legalista como se ensina (e se pratica) hoje em dia traz mais problemas do que facilidades. O dízimo torna a contribuição uma legalidade: ou dou 10% de tudo o que ganho ou sou infiel. Mas...
  • Devemos dizimar os descontos do salário (INSS, FGTS, Vale-transporte...)?
  • Devemos dizimar o que pagamos de impostos ao governo?
  • Se eu achar uma nota de real na rua, tenho de dar 10 centavos de dízimo? E se eu achar 10 centavos, como fazer?
  • Devo dar dízimo da cesta básica que ganho? Como fazer a conta?
Como no caso relativo ao sábado, que os rabinos judeus encheram de tradições que tornaram o fardo pesadíssimo, assim os pastores de hoje (não todos) têm feito na questão do dízimo. Dentre tantas situações, que seriam trágicas se não fossem cômicas (o que escrevi está certo, trágica se não fossem cômicas), uma dela é que numa determinada igreja o pastor não deu o dízimo e teve no mês seguinte 20% descontados de seu salário; 10% referente ao mês passado e 10% referente ao corrente, pois já que ele atrasou um mês, era melhor se precaverem.

Num outra, a questão foi acalorada na assembléia. Decidiram que aquele que não fosse dizimista estaria impedido de votar e passível de exclusão de acordo com o novo código civil brasileiro. A celeuma (ainda que com muita ordem e decência) se deu porque alguém disse: “mas e aquelas irmãs que não têm renda e os maridos não são crentes?” Ai ficou o suspense... Depois resolveram que para pessoas assim deve haver exceções.

E se algum irmão der o dízimo do salário bruto, quando ele se aposentar deve parar de dar o dízimo? Isto porque ele já dizimou referente a parcela que lhe foi descontada para o INSS. Em outras palavras, ele deu dízimo adiantado. E poderia eu ficar aqui alongando a lista por muito tempo, mas já basta.
Há igrejas em que o nome de quem não é dizimista é colocado numa lista de maus dizimistas. Outras, o pastor fiscaliza mês a mês e fica a cobrar, constrangendo os membros. Há ainda aquelas em que ser dizimista é questão sine qua non  para ser membro. Ou ainda, para ser eleito para algum cargo. Podem até negar, mas isto é o mesmo que ter de pagar para ser crente. O NT trata da questão pura e simplesmente assim a questão envolvendo contribuição financeira:
  • Conforme a sua prosperidade – 1Co 16.2
  • “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” – 2Co 9.27.
  • Há pessoas que têm uma capacidade de contribuir mais que outras – Rm 12.8 “ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.”
Estou convencido também que é tarefa da Igreja a obra missionária. Para que haja missionário, temos que contribuir financeiramente para isto. E aquele que é sensível contribui com generosidade. Aquele que não é, contribuirá pouco. Não sei como DEUS irá tratar estas coisas e não vejo problema em reconhecer isto. Porém o que não posso aceitar é falar que se não se dá 10% de seu salário está em pecado.
Vou repetir: dar 10% (dízimo) de tudo que se ganha é um excelente modelo de contribuição, mas é só isso! Para a Igreja, não vale o que valia para os judeus vetero-testamentários: alei do dízimo. Quem ainda hoje ensina sobre o dízimo não precisa mudar, a não ser parar de impor às pessoas e de lhes causar culpa e/ou medo. Quem dá 10% de suas rendas e faz isso com alegria, deve continuar a fazer. Porém, aqueles que escolherem outra forma de honrar a DEUS com seus  bens não deve se sentir culpado, nem menos cristão do que outros.

Não quero com este trabalho desincentivar as pessoas a pararem de dizimar. Nem é objetivo causar polêmica, mas sim trazer libertação. Libertação dos constrangimentos. Libertação da culpa. Libertação do medo. DEUS ama quem dá com alegria.

Dê ao Senhor! Mas faça isso com alegria.

Certamente você já ouviu a frase "Sou filho do rei". Isto é um fato, mas daí dizer que como "filho do rei" tenho de ter do bom e do melhor aos olhos do mundo e da sociedade corrupta, capitalista e consumista é um equívoco de 180º. Jesus, o verdadeiro Filho do Rei, não nasceu em berço de ouro. Aliás, nem berço ele teve, nasceu em meio às vacas e bois e foi envolto em panos (Lc 2.1-7) e não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20). A bíblia está cheia de mensagens que falam que a riqueza material é perigosa, Mt 6.19-21; Ec 5.10; 1Tm 6.10; Tg 5.1-6; Mt 19.21. Gostaria que você meditasse nestas passagens. Esta última, Mt 19.21, é interessante e eu que trabalhá-la aqui.

Uma pessoa aproxima-se de Cristo, querendo saber como ser salva. Jesus testa sua fé, sua religiosidade, sua sinceridade e percebe que ele é um bom crente. O único problema é que, por ter conseguido prosperar muito, acabou adquirindo um amor pernicioso pelo dinheiro. Infelizmente, são poucos os que conseguem não se deixar apaixonar pelo dinheiro. Não há pecado em ser rico mas é preciso muito cuidado na importância que se dá à riqueza.

Jesus neste encontro disse: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo da agulha do que entrar um rico no reino de Deus". Nesta expressão proverbial Jesus não diz ser impossível a um rico ser salvo (v. 26) e sim que, uma vez que tal pessoa raramente percebe suas necessidades pessoais com a mesma facilidade de um pobre, sua salvação é mais difícil "(Nota rodapé da Bíblia Anotada – Ed. M. Cristão).

A riqueza material é um "acidente de percurso". O alvo de Deus é a nossa alma e não levará para o céu o carro do ano, a mansão, etc. É muito comum ligarmos a TV e vermos um testemunho de alguém dizendo que antes era pobre endividado e agora é rico e tornou-se um microempresário.

Quanto a isto duas coisas devem ditas: (a) eles só mostram os que se deram bem, que realmente prosperam. Infelizmente tenho tomado conhecimento de que muitos não apenas não se enriqueceram como venderam casas, carros, na esperança de ganhar outros melhores e ficaram sem nada; (b) o fato de alguns prosperarem se dá, também por fatores humanos. O plano econômico do governo tem dado certo e muitas pessoas estão melhorando de vida. Tenho vizinhos e colegas de trabalho que têm prosperado muito mais que eu e nunca foram crentes ou deram dízimo. Isto por si só não prova nada.

No episódio do jovem rico Jesus pede que ele vendesse tudo o que tinha e distribuísse aos pobres. Jesus não lhe aconselha a dar o dízimo primeiro, mas dar tudo aos pobres. É isso que precisamos ter em nossos corações: desapego aos bens materiais. Isto é mais importante do que ser “dizimista fiel” com a esperança de ficar cada dia mais próspero.

Em Mateus 6 Jesus nos ensina a não nos preocuparmos com o dia de amanhã, pois DEUS cuidará de nós. Nada nos faltará. O Salmo 23.1 pode ser traduzido como algo parecido com “o Senhor é o meu pastor, de nada mais sentirei falta”. Não sentirei falta de mais nada, se DEUS for o meu pastor.
Peçamos graça e sabedoria a Deus para servi-lo com equilíbrio e verdade e assim verdadeiramente prosperaremos de acordo com sua palavra e não com os padrões mundanos.

Conclusão
Agora você talvez me pergunte: então você é contra o dízimo? A resposta é não! Não sou contra o dízimo. Sou contra a maneira que impõem sobre nós uma ordenança que faz parte da velha aliança. Ninguém em sã doutrina guarda o sábado como era no Velho Testamento. Mas ele é simplesmente o quarto mandamento da lei principal. Há todo um esforço de teólogos e “leigos” para provarem que Jesus revogou este mandamento. Mas quanto ao dízimo...

Qualquer congregação pode usar o dízimo como um modelo de contribuição, mas impor, coagir, constranger os fiéis a entregarem 10% de seus salários fazendo-os parecerem pecadores irremediavelmente perdidos é um absurdo. Sou contra toda igreja que tem envelope e controla o dízimo das pessoas. Repudio pessoas (pastores, tesoureiros e quem quer que seja) que fica olhando a lista de evolução dos dízimos das pessoas. Mesmos não sendo contra o modelo dos 10% acho que não se deveria constranger as pessoas no culto de domingo quanto a isso.

Minha sugestão é que os liderem ensinem sim sobre o modelo de contribuição decimal que DEUS deu aos judeus da velha aliança. Mas deixem que de cada um escolha este método ou outro qualquer. Que “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque DEUS ama a quem dá com alegria”



Apêndice



Gn 14.17-20 Depois que Abrão voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale de Savé (que é o vale do rei). Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.
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Gn 28.20-22 Fez também Jacó um voto, dizendo: Se Deus for comigo e me guardar neste caminho que vou seguindo, e me der pão para comer e vestes para vestir, de modo que eu volte em paz à casa de meu pai, e se o Senhor for o meu Deus, então esta pedra que tenho posto como coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.
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Lv 27.30 Também todos os dízimos da terra, quer dos cereais, quer do fruto das árvores, pertencem ao senhor; santos são ao Senhor.
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Dt 18.6 Se um levita, saindo de alguma das tuas cidades de todo o Israel em que ele estiver habitando, vier com todo o desejo da sua alma ao lugar que o Senhor escolher.
Volta


Dt 14.29 Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu Deus te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem.
Volta


Tg 4.2-3 Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
Volta

Mt 6.19-21 Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração.
Ec 5. 10 Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade.

I Tm 6. 10 Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.
Volta

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4 Comentários

  1. Anônimo18/3/14

    caro amigo. você pensa que é liberto, mas é um coitado que no fundo sabe que DEVE DEVOLVER O DIZIMO na igreja, mas não faz, posso ver em seu interior buscando argumentos na bíblia para satisfazer a SUA IDEIA...vi em suas palavras que vc conhece a biblia... mas tá longe de conhecer a Deus pois tem uma dificuldade enorme em dizimar ao Senhor... Em breve acontecerá o arrebatamento da igreja, imagine você falando com Deus sobre os dízimos....A MANEIRA COMO VOCÊ TRATA O SEU DINHEIRO MOSTRA MUITO DA SUA VIDA ESPIRITUAL... Pelo texto vejo você totalmente inseguro, confuso, e mascarando uma coisa que vc no fundo acredita mas é duro de coração para aceitar. Espero poder ter te ajudado.

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  2. Anônimo7/12/15

    Caro amigo anônimo,entendemos que kd um der segundo Deus propõe em seu coração,aonde existe tabela de porcentagem nós limitamos alguma coisa e a obra de Deus ela é ilimitada,por isso Cristo disse na cruz está consumado,ali ele disse que todas regras litorgia e obrigatoriedade ele rasgou o véu e mim fez livre e vc também o aceite em sua totalidade e não em apenas 10%.

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  3. Anônimo7/12/15

    Ajudou sim anônimo a vermos como essas doutrinas faz mal as pessoas que acha que segue a Cristo mas segue a doutrinas do VT e assim caindo da graça e triste limitar a obra de Deus com apenas 10% Cristo nus quer 100% acho que vc não é cincursidado mas se for e uma escolha sua também mas respeite as pessoas independente de qualquer credo seu.

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  4. A PAZ DO SENHOR. A TODOS OS QUE TEM O SENHOR COM SENHOR. Afinal eu me pergunto e não acho a resposta. Se o DÍZIMO do VELHO TESTAMENTO de fato e constatado na própria PALAVRA DE DEUS A BÍBLIA, não é para este tempo NOVO TESTAMENTO, e que nem em DINHEIRO era. E todos os tais PASTORES que o praticam o SABEM MUITO BEM, e desobedecem a PALAVRA DE DEUS. Qual é então a FINALIDADE destes homens, que se dizem ungidos, profetas, mestres, e pastores, a procederem desta forma. SERIA A POUCA FÉ EM DEUS, DE QUE ELE O DONO DO OURO E DA PRATA, DE SUPRIR TODAS AS NECESSIDADES DA SUA CASA DE ORAÇÃO. PREFERINDO LESAR AS OVELHAS DO SENHOR, COM A MALDIÇÃO E A BARGANHA DE MALAQUIAS 3 8à10. Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. Não seria melhor OBEDECER A PALAVRA, todos nós, e OFERTAR COM AMOR, e obedecer A PALAVRA DE DEUS, DE 2ªCorintios 9. 7. Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7. PENSEM NISSO SERVOS DO SENHOR, JESUS CRISTO JÁ QUITOU TODAS AS DÍVIDAS DOS NOSSOS PECADOS, MORRENDO NA CRUZ. NÃO VIVEMOS MAIS SOBRE O JUGO DA LEI. VIVEMOS PELA E NA GRAÇA. OFERTAR COM AMOR, AJUDAR O POBRE E O NECESSITADO, A VIÚVA, E O ÓRFÃO, NÃO SER AVARENTO. ISSO É OBEDECER A DEUS. E NÃO BARGANHAR COM DEUS POR MEDO DE MALDIÇÃO, PAGO O DÍZIMO, E O SENHOR TEM POR OBRIGAÇÃO ME PROSPERAR. FIQUEM NA PAZ
    alonsocarrera@hotmail.com

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